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Argentina reprime protesto de professores com violência e prisões

A polícia da Argentina usou de muita violência e até prisões para dispersar, neste domingo (9), a manifestação de professores e trabalhadores em educação que se realizava em frente ao Congresso, em Buenos Aires. Agentes usaram gás pimenta e pelo menos quatro manifestantes foram detidos. O intuito da manifestação era para chamar a atenção do governo de Mauricio Macri no cumprimento da Lei de Financiamento da Educação.

O governo respondeu que não havia sido informado da manifestação. Entretanto, o portal da União dos Trabalhadores da Educação (UTE) publicou ofício protocalado de aviso do protesto à Prefeitura de Buenos Aires.

“Nós escolhermos um domingo para realizar uma ação pacífica e que não afetasse o desenvolvimento das aulas, demonstrando que é uma mentira que este governo está disposto a conversar com as crianças na sala de aula”, disse a secretária-geral da CTERA, Sonia Alesso.

Por volta do meio-dia, professores haviam tentado instalar uma tenda branca na praça em frente ao Congresso. Os docentes também montariam uma “escola itinerante”. Mas um número elevado de políciais, sem qualquer aviso, avançava contra os professores, com violência e jogando gás de pimenta.

“Um país onde o governo e a polícia agridem os professores é um país sem futuro. Não podem lançar gás de pimenta e reprimir desta maneira. Não é assim que se constrói a pátria”, afirmou, em frente ao Congresso à Agência EFE, o secretário do Sindicato Unificado dos Trabalhadores da Educação da Província de Buenos Aires, Roberto Baradel.

Nas imagens da União dos Trabalhadores da Educação (UTE) é possível ver como foi a violência policial contra os professores que manifestavam pacificamente. Veja abaixo:

A ideia da manifestação era realizar o protesto no mesmo local da “Carpa Branca”, um dos maiores movimentos de professores que instalou-se em frente ao Congresso de 1997 a 1999. Foram 1003 dias acampados, com jejum rotativo de docentes. Uma forma de expressão e a estratégia de confrontação que a Confederação de Trabalhadores da Educação da República Argentina (CTERA) encontrou para manifestar sua demanda por um fundo de financiamento para a educação pública do país.

Fonte:  Portal Vermelho

 

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