Notícias

Campanha Salarial 2009 – Não aceitamos arrocho salarial!

16 de abril de 2009

Mais uma vez a história se repete. Enquanto os salários dos trabalhadores em educação são arrochados, as mensalidades escolares seguem nas alturas, com reajustes superiores a 10%. Esses acréscimos pressionaram os índices de inflação nos primeiros meses do ano, e, ao mesmo tempo, os patrões tentam impor salários aviltantes aos trabalhadores. O discurso vazio de uma educação de qualidade só serviu para que esses empresários acumulassem verdadeiras fortunas e formassem grandes impérios. Para eles, a educação não passa de mera mercadoria a ser colocada a venda no mercado de consumo.Os trabalhadores da rede particular de ensino também são pais de alunos e cidadãos preocupados com a educação oferecida aos seus filhos e filhas e não compactuam com essa prática mercantilista e descomprometida com a dignidade daqueles que são, sem dúvida, a mola mestra de toda a engrenagem que faz movi mentar a sociedade em direção ao pleno desenvolvimento econômico e social.As pautas de reivindicações das campanhas salariais, apresentadas pelos sindicatos de professores e auxiliares de administração do estado (Sinpro Minas, SAAE-MG, SINPRO-JF, SINAAE-JF) incluem a recomposição salarial com base no INPC integral a partir das datas-base de fevereiro (6,43%) e março (6,25%), mais ganho real, índices muito inferiores aos utilizados pelos donos de escolas para reajustarem as men sa lidades escolares.Os trabalhadores não aceitam a argu men tação dos donos de escolas, que usam a crise financeira internacional como desculpa para, mais uma vez, impor aos trabalhadores da rede particular de ensino um descabido achatamento salarial. Se for necessária a mobilização da categoria profissional, estaremos prontos para o enfrentamento em todos os níveis, seja com paralisações, greves, ou qualquer outro mecanismo de luta que leve à vitória e à conquista daquilo que entendemos ser o mínimo para manter acesa a dignidade dos tra ba lhadores.Não vamos aceitar a absurda contraproposta apresentada pelo Sinepe/Sudeste (Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino da Região Sudeste de Minas Gerais) de reajustar os salários dos trabalhadores da rede particular de ensino da Zona da Mata e Vertentes, representados pelo Sinpro Minas, SAAE-MG, SINAAE-JF, em apenas 3,5%,  enquanto as mensa lidades foram aumentadas em torno de 10% entre 2008 e 2009, além de uma inflação que corroeu o poder de compra dos trabalhadores em quase 7% nos doze meses entre as datas-base.Enquanto os donos de escolas falam em crise, as salas de aulas continuam superlotadas, as condições de trabalho são precárias, a exigência de trabalho extra cresce, a obrigação de trabalhar aos sábados torna-se cada vez mais comum, o assédio moral uma prática corriqueira nos corredores das escolas, a privacidade dos trabalhadores devassada por novas tecnologias como a Internet, o desestímulo para a formação continuada uma realidade, enfim, enquanto as condições salariais e de trabalho. Para que esse quadro seja revertido será preciso que todos nós, trabalhadores da rede particular de ensino, estejamos mobilizados e atentos aos acontecimentos que se avizinham, pois trata-se de uma verdadeira guerra.

COMENTÁRIO

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Categorias

Artigo
Ciência
COVID-19
Cultura
Direitos
Educação
Entrevista
Geral
Mundo
Opinião
Política
Programa Extra-Classe
Publicações
Rádio Sinpro Minas
Saúde
Sinpro em Movimento
Trabalho

Regionais

Barbacena
Betim
Cataguases
Coronel Fabriciano
Divinópolis
Governador Valadares
Montes Claros
Paracatu
Patos de Minas
Poços de Caldas
Ponte Nova
Pouso Alegre
Sete Lagoas
Teófilo Otoni
Uberaba
Uberlândia
Varginha