Atualizado em 23/03/10
A paralisação desta sexta-feira (26/3) se tornou ainda mais importante após a reunião de hoje (terça-feira) com os donos de escolas, realizada no Sinep/MG (sindicato patronal).
A comissão patronal reafirmou, em mesa de negociação, que a contraproposta válida é a que foi entregue oficialmente ao Sinpro Minas em 8 de março, que reajusta o salário em apenas 3,5%, percentual abaixo do INPC (4,3%), e retira conquistas históricas da categoria, como o direito à bolsa de estudo para os professores de fora da casa.
A contraproposta patronal propõe ainda reduzir a remuneração em 10% (rebaixando o adicional extraclasse de 20% para 10%), excluir o ensino superior das férias de janeiro, transferindo-as para julho, e eliminar o piso da educação infantil, entre outras perdas (Clique e confira os sete pecados patronais).
“Não há outra saída senão a mobilização e a paralisação das atividades docentes. Vamos mostrar para os donos de escolas que não aceitamos a retirada de direitos”, destacou o presidente do Sinpro Minas, Gilson Reis.
Apoio dos estudantes
Nesta terça-feira (23/3), os professores receberam o apoio de estudantes, por meio de uma carta aberta divulgada à sociedade. “Entendemos que a qualidade da educação passa, necessariamente, pela valorização dos profissionais que nela trabalham, e essa não tem sido a tônica dos donos de escolas”, diz o texto da carta, que declara apoio incondicional à paralisação (leia aqui).
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Categoria não aceita retrocesso
Em assembleia nesse sábado, os professores rejeitaram por unanimidade a proposta patronal e decidiram paralisar as atividades nesta sexta, como forma de pressionar os donos de escolas a atenderem as reivindicações da categoria.
Neste dia (26/3) , haverá nova assembleia, às 9h30, na Associação Médica de Minas Gerais (Avenida João Pinheiro, 161 – Centro – Belo Horizonte), quando a categoria discutirá o rumo do movimento e a possibilidade de greve por tempo indeterminado.
A decisão deste sábado é válida para os professores que lecionam em municípios da área de abrangência do Sinep/MG, entre eles Belo Horizonte e região metropolitana (Confira a lista das cidades).

Durante a assembleia, que lotou o sindicato, os professores relataram casos de sobrecarga de trabalho e de pressão por parte da direção das escolas. Eles reafirmaram a pauta de reivindicações da categoria e disseram estar insatisfeitos com a proposta patronal, vista como um retrocesso.
Ouça a reportagem sobre a campanha reivindicatória

>> Reveja imagens de mobilização dos professores da rede privada
Ela lembrou ainda a postura intransigente dos donos de escolas durante as rodadas de negociação. “Eles [sindicato patronal] não deram resposta às nossas reivindicações. O que propuseram, em todas as reuniões, foi a retirada de conquistas, algumas delas históricas, com mais de 30 anos, e isso não podemos aceitar”, completou Celina Arêas.
Risco
O grande nó nas negociações é que, havendo dissídio coletivo, o processo corre o risco de não ser julgado devido à falta de comum acordo entre as partes para instaurá-lo, por conta da emenda 45.
Se isso acontecer, os professores ficarão sem um instrumento jurídico (a Convenção Coletiva de Trabalho - CCT) que respalde suas conquistas, pavimentando o caminho para precarizar ainda mais as condições de trabalho e salários e retirar direitos históricos, como as bolsas de estudos.
Enquanto a CCT não é fechada, boa parte das escolas não estão aceitando o requerimento de bolsas distribuído pelo Sinpro Minas.
Categoria unida é garantia de conquistas!
Mobilização já!
Assembleia com paralisação das
atividades docentes e indicativo de greve
Data: 26/3 – sexta-feira
Local: Associação Médica de Minas Gerais
(Avenida João Pinheiro, 161 – Centro – BH)
Horário: 9h30 horas
Pauta: Campanha reivindicatória 2010
Nenhum direito a menos!