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Em greve, professores do Izabela Hendrix respondem à mensagem do reitor

Nós, professores do Centro Universitário Izabela Hendrix, informamos a todos da comunidade acadêmica que permanecemos em greve, desde terça-feira (11/2), em decorrência dos constantes descumprimentos dos nossos direitos trabalhistas.

Em mensagem de boas-vindas encaminhada aos alunos, o reitor da instituição de ensino, Luciano Sathler, reconhece nosso interesse, dedicação e profissionalismo, além da “competência técnica e profissional, vivência acadêmica e olhar atencioso que entende cada um como um ser humano único”.

No entanto, todo esse empenho dos docentes não tem sido minimamente retribuído. Até o momento, não recebemos os salários de dezembro, as férias (mais 1/3) e o 13º salário, e muitos de nós ainda não recebemos o vencimento de novembro.

Essa situação de atrasos no pagamento e descumprimentos de nossos direitos, como a falta de depósito do FGTS, arrasta-se há anos, gerando um clima de enorme insatisfação entre os professores – realidade que a retórica do reitor busca camuflar.

Vivemos um cenário de grande insegurança, sem saber se amanhã teremos condições financeiras de arcar com nossos compromissos cotidianos. Como manter nossa energia e disposição pela docência, se a instituição de ensino sequer cumpre um dos mais básicos direitos do trabalhador, o de ser remunerado conforme prevê a legislação?

Tentamos, por várias vezes, negociar prazos e soluções com a direção, mas ela não tem se posicionado acerca da resolução das irregularidades – muito pelo contrário, investe na falta de transparência e na tentativa de desunir o conjunto dos professores.

É lamentável perceber como a direção deste Centro Universitário tem promovido um ambiente desmotivante, com reflexos negativos para o processo de ensino-aprendizagem. Uma postura de total falta de respeito não somente aos professores, como também aos estudantes e a toda a comunidade acadêmica.

É por essas razões que permanecemos em greve, até que a instituição de ensino solucione as pendências trabalhistas e se comprometa a respeitar nossos direitos.

Dessa forma, contamos com o apoio e a compreensão de todos os alunos e de toda a comunidade escolar, para que o mais rápido possível possamos levar adiante a nosso propósito: o de estar em sala de aula com dignidade, qualidade de vida e de trabalho, em prol de um ensino de qualidade e transformador.

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