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Escolas da rede pública de Minas tiram nota vermelha no Enem

30 de abril de 2009

Na contramão do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (Coluni), as escolas da rede pública de Minas tiraram nota vermelha no Enem. Duas escolas estaduais estão entre as 50 piores do Brasil. As notas das 10 instituições mais defasadas não chegam a 36 pontos. As municipais seguem o mesmo caminho e o desempenho das 50 últimas colocadas não chega a 44 pontos, na média total entre a prova objetiva e a redação. Em Belo Horizonte, o pior resultado ficou com a Escola Estadual João Alphonsus, que obteve apenas 37,4 na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Os dados, divulgados terça-feira pelo Ministério da Educação, contemplaram Minas com as escolas particulares – três instituições estão entre as cinco melhores do país, no entanto, em todo o Brasil apenas 8% das escolas top no Enem são públicas. Entre as 1 mil com piores notas no país, 965 são da rede estadual. É o caso da Escola Estadual Candido Ulhoa, de Bonfinópolis de Minas, na Região Noroeste do estado. Ela é a pior unidade mineira pelo Enem, entre as 50 do país, ficando na 21ª posição. A classificação se refere à EJA, mas a instituição tem fraquezas em relação aos estudantes do ensino médio também: com 1 mil alunos, há somente um computador, sem internet, para todos.

Susto“Estou assustada com o resultado. No EJA há pessoas que estão há 30 anos sem estudar, mas isso não justifica. Vamos analisar a pontuação e ver no que podemos melhorar”, garante a diretora Isa Palma, reconhecendo que falta estrutura. Lúcia Pereira Marinho Correa, diretora da João Alphonsus, escola na Região Noroeste de BH com pior desempenho na cidade, com 37,4 pontos, se diz surpresa. “A nota é muito baixa. Não sei explicar o que ocorreu, mas vamos correr atrás para melhorar o cenário.” De acordo com o integrante da coordenação de Política Pedagógica da Secretaria Municipal de Educação de BH, Paulo de Tarso da Silva Reis, o alvo das escolas públicas é o aluno que geralmente trabalha de dia e estuda à noite, o que justificaria o baixo desempenho da rede de BH. Segundo ele, atualmente as escolas municipais querem que o ensino médio seja oferecido 100% pela rede estadual.

Na avaliação do aluno Silas Felipe Rosa, de 15 anos, da Escola Municipal Santos Dumont, que obteve 44,6 pontos no Enem, o ensino deixa a desejar. “Com as escolas fracas não conseguimos entrar na universidade federal, enquanto aqueles que estudam em particulares conseguem ingressar. É uma diferença muito grande. O que eles aprendem na 5ª série estamos aprendendo no 1º ano. Além disso, não temos bons professores e muitos até nos maltratam”, confessa. A Secretaria de Estado de Educação informou que o Enem é uma avaliação voltada para o aluno e não avalia a escola. Por isso, ninguém do órgão comentou o resultado.   Fonte: Estado de Minas – 30/04/09

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