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Mulheres ocupam centro de Belo Horizonte

9 de março de 2009

 

Debaixo de muita chuva, centenas de mulheres ocuparam o centro de Belo Horizonte, na última sexta-feira (6/3). Motivadas pela passagem do Dia Internacional da Mulher (8 de março), professoras, estudantes, militantes partidárias, donas de casa e representantes dos movimentos feministas e sociais da capital, realizaram um ato público e protestaram pela liberdade, igualdade e respeito às mulheres brasileiras, além de reivindicarem mais ações em relação à luta contra a violência.

 

A concentração foi feita na Praça Sete e depois tomou conta da avenida Afonso Pena em direção à Praça da Liberdade. No dia 8 de março, domingo, de 9 às 12h, militantes do Movimento Popular da Mulher – MPM e do Conselho Distrital de Saúde de Venda Nova realizam uma atividade de orientação à população sobre saúde e direitos da mulher. A movimentação aconteceu na praça em frente à Regional Venda Nova.

Histórico

O Dia Internacional da Mulher surgiu para homenagear 129 trabalhadoras de uma fábrica de tecidos de Nova Iorque. No dia 8 de março de 1857, elas protestavam reivindicando um salário justo e a redução da jornada de trabalho. A polícia trancou as portas da fábrica e colocou fogo no imóvel, o que custou a vida das  mulheres. No momento do incêndio, era confeccionado um tecido de cor lilás, origem da cor do movimento pelos direitos da mulher em todo o mundo.

Mulheres brasileiras

No Brasil, as mulheres também têm sido protagonistas de muitas lutas, tendo participado ativamente dos principais fatos políticos da história recente do país, desde a investida contra o regime militar, pela redemocratização do país, na Constituinte de 1986, no Fora Collor, no combate ao neoliberalismo, entre outros momentos.

Neste trajeto, inúmeras conquistas de gênero foram alcançadas, com destaque para a ampliação da licença maternidade, a proibição da discriminação sexual no trabalho, a lei Maria da Penha contra a violência doméstica, a reforma no Código Civil e o direito da mulher à posse da terra.

 

Mas a realidade ainda é desigual para as mulheres. No Brasil, segundo o IBGE, verifica-se, nos últimos quinze anos, um aumento significativo da participação das mulheres no mercado de trabalho, passando de 54,3% em 1995, para 59,1% em 2005. Entretanto, apenas 37% dos cargos de chefia são ocupados por mulheres e elas recebem metade do salário que seus colegas homens na mesma função.

 

Além disso, ainda hoje, as mulheres trabalham mais, têm dupla jornada,  e geralmente sofrem com mais intensidade problemas como o desemprego e a precarização, além de serem mais vítimas de assédio moral e sexual.

 

Para reverter esse cenário de desigualdade, as trabalhadoras brasileiras vêm se mobilizando em torno de algumas bandeiras:

  • Pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário;
  • Por políticas públicas contra a violência doméstica e no trabalho
  • Pela aplicação efetiva da Lei Maria da Penha;
  •  Pela ampliação da rede de creches e da escola pública de tempo integral;
  •  Por campanhas pela valorização da imagem social da mulher;
  •  Em defesa da descriminalização do aborto;
  •  Pela ampliação de direitos sociais voltados à maternidade, formação profissional, acesso à saúde preventiva e curativa, proteção à infância e à juventude;
  •  Contra o fator previdenciário e contra a retirada de direitos da Previdência Social;
  • Contra o trabalho informal, a precarização e a flexibilização;
  •  Contra a dupla jornada de trabalho da mulher e pela valorização e compartilhamento do trabalho doméstico e familiar;
  •  Efetivação e ampliação da Licença Maternidade para 180 dias.

Homenagem neste oito de março de 2009 a todas as mulheres

                                                                   Por: Professor Heleno Célio Soares

Cada vez que mergulho na história, entendo mais a injustiça cometida contra as mulheres e sua luta contínua pela autêntica emancipação. E, agora, na visão do poeta, reflito a frase do amigo “Che” Guevara: “ … Si usted es capaz de temblar de indignación cada vez que se  comete una injusticia en el mundo, somos compañeros, que es más importante.”

 

Há ainda quem ouse

Olhar nos olhos, no sangue,

E não sentir a prata feminina

Que não mais pranteia?

 

E não sentir nova figura,

Guerreira, destemida…

Que hora incendeia?

 

Pelos montes, sob sol ardente,

Pelas areias, deveras ácidas,

Pelas ondas, rápidas e sedentas,

À nossa esquerda, à nossa direita…

 E tão ávidas de vida…

E…

Já não esperam…

Vão à frente de violenta correnteza.

 

Sua presença, MULHER!

Em todo momento e lugar,

Com inteligência, sagacidade e ternura,

Se destaca.

 

Silêncio… Silêncio… Todos nós…

E corramos de uma só vez.

Sentir, compreender…

Jamais conseguir “deter a primavera”.

 

A MULHER já não espera.

Vem, passo a passo,

Com olhar de vigia,

Exalando ternura e poesia,

Dourando “um novo jeito de caminhar”.

 

Ela vem, passo a passo,

Dobrando ventos,

Retirando pedras,

Que, antes, outros não souberam,

Ou coragens não tiveram.

 

Assim…

Não há um momento sequer

Que não deixe de sentir…

E gritar…

O respeito e o amor…

Por ti, MULHER!

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