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“Os trabalhadores não podem pagar a conta da crise”

31 de março de 2009

“Não à crise e ao desemprego!” Esse foi o tom do ato público realizado nessa segunda-feira (30/3), na Praça Sete, em Belo Horizonte. Representantes de todas as centrais sindicais, de diversos sindicatos, entre eles o Sinpro Minas, dos movimentos sociais e estudantis, acompanhados por centenas de trabalhadores, ocuparam o centro da capital mineira, tendo por objetivo protestar contra a crise econômica mundial. De acordo com as centrais, só em Minas Gerais já foram cerca de 160 mil demissões até fevereiro, a maioria delas com o respaldo do discurso da falta de crédito no mercado internacional.

De acordo com Murilo Ferreira, diretor do Sinpro Minas, com a alegação de crise, os patrões têm diminuído salários e demitido trabalhadores em todo o mundo. Além disso, a tentativa de flexibilizar as relações de trabalho ganha defensores diante dos sintomas de deficiência do sistema capitalista e da tentativa de reerguê-lo com o dinheiro do trabalhador. “No entanto, a população não pode ficar inerte e aceitar o ônus desse processo de decadência do sistema, pois quem deve pagar a conta da crise são as empresas e bancos que, mais uma vez, tentam socializar as perdas, já que os lucros altíssimos que esses setores obtêm jamais são repartidos  com a classe trabalhadora”, conclui Murilo.

Para o movimento estudantil, o ato foi uma resposta unificada dos trabalhadores brasileiros aos empresários que tentam jogar o peso da crise nas costas do povo. “Os estudantes são afetados diretamente quando seus pais perdem o emprego ou tem seus salários arrochados. Nós vamos mobilizar em todo o país para pressionar as autoridades a tomarem medidas de proteção aos trabalhadores e suas famílias”, afirma Flávio “Panetone” Nascimento , presidente da União Colegial de Minas Gerais.

“Os trabalhadores exigem que o governo federal adote políticas de redução drástica da taxa de juros, reduza a jornada de trabalho sem diminuir os salários, acelere a reforma agrária e amplie os recursos para investimentos em políticas públicas em habitação, saneamento, educação. Só assim será possível defender os direitos trabalhistas e sociais da população para o emprego e a renda dos brasileiros e impedir as demissões ”, enfatiza Celina Arêas, diretora do Sinpro Minas. 

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