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Oscar Niemeyer completa 100 anos

12 de dezembro de 2007

“Mais importante que a arquitetura é estar ligado ao mundo. É ter solidariedade com os mais fracos, revoltar-se contra a injustiça, indignar-se contra a miséria. O resto é o inesperado, é ser levado pela vida.” Esse pensamento mostra o lado humano do gênio da arquitetura nacional, Oscar Niemeyer, que completa 100 anos no dia 15 de dezembro de 2007.

 

Niemeyer iniciou sua carreira no escritório de Lúcio Costa, em 1934, quando se graduou na Escola Nacional de Belas Artes. Já recebeu inúmeros prêmios e possui vasta bibliografia, além de várias edições temáticas das principais revistas de arquitetura da França e da Itália.

 

Aos 33 anos, o arquiteto desenhou em Belo Horizonte uma série de prédios a convite de Kubitschek, mais tarde conhecidos como Conjunto da Pampulha. A construção, que ficou pronta em 1943, rendeu muitas críticas e admiração e trouxe ao arquiteto sua primeira projeção internacional.

 

                                              

 

Dentre alguns dos monumentos mais conhecidos de Niemeyer estão a Casa de Oswald de Andrade, em São Paulo; a Casa das Canoas, no Rio de Janeiro; os Palácios da Alvorada e do Planalto, a Praça dos Três Poderes, o Ministério da Justiça, a Catedral, e o Monumento JK, em Brasília; o MAM, em Caracas-Venezuela; e o Conjunto Urbanístico em Grasse, na França.

 

Em homenagem ao centenário, o arquiteto recebeu em 30 de novembro das mãos do presidente Lula a medalha do Mérito Cultural. “Niemeyer é um exemplo de vida e uma inspiração para todos os brasileiros”, afirmou. O presidente pretende assinar um decreto que institui 2008 como o ano Oscar Niemeyer.

 

Niemeyer Comunista

 

Filiado ao Partido Comunista Brasileiro desde 1945, o arquiteto visitou a União Soviética e tornou-se amigo pessoal de diversos líderes socialistas. Sua militância política aproximou-o de personalidades com o mesmo posicionamento, especialmente do poeta chileno Pablo Neruda e do ex-presidente Salvador Allende, a ponto de realizar recentemente o projeto de um centro cultural em Valparaíso, cidade natal do estadista.

 

Em 1964, Niemeyer é surpreendido pela notícia do golpe militar no Brasil. Na ocasião, ele estava em Israel a trabalho. No mesmo ano, o arquiteto retorna ao País e é chamado pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) para depor. Em 1965, Niemeyer retira-se da Universidade de Brasília ao lado de 200 professores como protesto contra a política universitária.

 

Com agências Leia entrevista concedida ao jornalista Paulo Henrique Amorin

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