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Presidentes defendem integração latino-americana

30 de janeiro de 2009

Um momento emocionante e revolucionário marcou a nona edição do Fórum Social Mundial 2009, em Belém do Pará. Pela primeira vez na história do Fórum, quatro chefes de estado se reuniram com os movimentos sociais de diferentes países para reafirmar o projeto de uma nova integração política, social e econômica para a América Latina, a Alba (Alternativa Bolivariana para as Américas). Ao som de canções latinas, os presidentes Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia), Fernando Lugo (Paraguai) e Rafael Corrêa (Equador) foram saudados por indígenas, trabalhadores, mulheres e jovens de todo o continente, durante ato em comemoração aos 25 anos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), no dia 29 de janeiro, na Universidade Estadual do Pará (Uepa).

 

Além do consenso sobre a necessidade de uma integração soberana no continente, cada presidente destacou questões pontuais. Para Rafael Corrêa, o problema da dívida externa equatoriana é histórico. “Nosso país está realizando uma profunda auditoria da dívida para que possamos fazer o pagamento justo e não o imposto pelos mercados financeiros”.

 

Fernando Lugo propôs rever o acordo de Itaipu, assinado durante as ditaduras militares do Brasil e do Paraguai, na década de 70. “Esse acordo foi prejudicial ao povo e ao estado”, afirmou. O presidente defende a revisão do contrato com o objetivo de melhorar as condições de vida da população.

 

Já Evo Morales destacou a necessidade de reforçar a soberania nacional, a partir de uma nova atitude coletiva frente ao imperialismo norte-americano. Um dos caminhos para isso, segundo ele, deve ser a pressão internacional pelo fechamento das bases militares que os Estados Unidos construíram, ao longo dos últimos 20 anos, no continente. Essa proposta está inserida na Constituição Boliviana, aprovada em referendo no último dia 25 de janeiro. A Carta afirma o projeto popular, com fortes raízes indígenas, em curso no país. “Água, luz, moradia são direitos humanos. Não devem estar na mão de poucos”, afirmou.

 

 “O socialismo do século 21 será construído a partir da unidade política e integração social dos povos da América Latina”, destacou Hugo Chávez, presidente da Venezuela. “Um novo mundo está nascendo em momentos como este, do Fórum Social Mundial. Aqui está a utopia de um mundo melhor, que está se convertendo em realidade”.

 

Para Gilson Reis, presidente do Sinpro Minas e da CTB Minas e um dos coordenadores da mesa, esse encontro sinaliza a necessidade de integração dos povos em defesa de um novo modelo de desenvolvimento para o continente. “Precisamos discutir propostas alternativas para superar os problemas causados pela globalização neoliberal e pela crise do sistema capitalista”, destacou.

 

Cecília Alvim

De Belém

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