Notícias

Professoras e Professores: Vencedores de desafios

15 de outubro de 2009

Marilene Betros*Submetido a péssimas condições de trabalho – jornada tripla, superlotação nas salas de aula, ambiente estressante, assistência médica inadequada e salários abaixo do que os educadores merecem e a profissão exige – o professor vence desafios diariamente, com um idealismo que põe à prova outras categorias. Diariamente, os professores se esmeram para realizar seu trabalho na formação de cidadãos e cidadãs, ao mesmo tempo em que precisam ser militantes em defesa dos seus direitos básicos.E a defesa desses direitos inclui a luta contra a evasão escolar; contra a enturmação; contra a excedência de professores; a favor dos readaptados; pela implementação do Piso Salarial Nacional, entre outras questões. Esses itens fazem parte da luta por uma Educação de Qualidade, como um direito social. Nossa luta em defesa de uma Educação pública, de qualidade e gratuita, tem tido várias conquistas, dentre elas a eleição direta para diretores de escolas.A luta da categoria se manifesta também na reivindicação pela redução da jornada de trabalho. O número de horas trabalhadas se constitui numa das mais importantes dimensões das relações de trabalho e tem gerado muitos debates e pesquisas.Defendemos a bandeira pela Redução da Jornada de Trabalho com o objetivo de gerar novos postos de trabalho, diminuindo os altos índices de desemprego; de exercer um efeito multiplicador no crescimento econômico; e melhorar a qualidade de vida do trabalhador, que terá mais tempo livre para o lazer e a educação e para a família.Na educação, em particular, os profissionais da educação atuam em longas jornadas de trabalho para sobreviver com dignidade. Com a redução da jornada de trabalho esses profissionais terão mais tempo para se dedicar aos estudos, à realização de cursos, à sua profissionalização, à articulação com outros profissionais no sentido de obter informações acerca, inclusive, da sua área de atuação. Não podemos perder de vista os benefícios dessa medida para uma categoria constituída em grande parte por mulheres que exercem além da sua jornada no trabalho a terceira ou quarta em casa, o que causa um grande estresse, desestímulo e doenças. Além de lhes proporcionar tempo para o lazer e para a família, permitirá também informação cultural e prática esportiva, o que se traduzirá em mais saúde.*Marilene Betros é dirigente nacional da CTB e vice-coordenadora da APLB-Sindicato
(Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia)

COMENTÁRIO

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Categorias

Artigo
Ciência
COVID-19
Cultura
Direitos
Educação
Entrevista
Geral
Mundo
Opinião
Política
Programa Extra-Classe
Publicações
Rádio Sinpro Minas
Saúde
Sinpro em Movimento
Trabalho

Regionais

Barbacena
Betim
Cataguases
Coronel Fabriciano
Divinópolis
Governador Valadares
Montes Claros
Paracatu
Patos de Minas
Poços de Caldas
Ponte Nova
Pouso Alegre
Sete Lagoas
Teófilo Otoni
Uberaba
Uberlândia
Varginha