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Professores/as do Triângulo Mineiro decidem entrar em estado de greve

Na última terça-feira, 04/05, professores/as do Triângulo Mineiro realizaram assembleia, que teve como proposta compartilhar informes sobre as negociações da campanha reivindicatória e debater sobre indicativo de greve.

Diante da postura do Sinepe-TM, que tem tratado com descaso as reivindicações da categoria, os/as professores/as presentes decidiram entrar em estado de greve pela manutenção da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), o que significa que a qualquer momento uma nova assembleia pode ser convocada para deliberar a paralisação das atividades por um dia ou por tempo indeterminado. O estado de greve representa um instrumento de luta, um aviso aos donos das escolas que a categoria não abrirá mão dos direitos historicamente conquistados.

Histórico 

É importante lembrar que desde 2019, os/as professores/as do Triângulo Mineiro têm seus salários congelados e o Sinepe-TM tem sido intransigente nas negociações.  “Não aceitam nem mesmo a recomposição dos salários dos últimos dois anos e apresentam como contraproposta retirar direitos históricos da categoria como, por exemplo, bolsas de estudos, flexibilização de férias coletivas, alteração dos adicionais extraclasse e por tempo de serviço e a consolidação de perda salarial”, afirma Marcos Gennari, diretor do Sinpro Minas. Explica ainda que os/as professores/as, levando em consideração a conjuntura que vivemos por conta da pandemia, abriram mão das reivindicações que constavam na pauta reivindicatória 2021 e lutam hoje pela manutenção da CCT em vigência e apenas pelo reajuste da inflação do período.

Marcos Gennari ressalta ainda que os/as professores/as, desde o início da pandemia têm desenvolvido suas atividades com total dedicação, mantendo o atendimento escolar de dentro de suas casas, com uma carga horária mais que duplicada, altos gastos próprios com tecnologia, quer seja em melhoria dos planos de acesso à internet e/ou aquisição de novos equipamentos que atendam à qualidade exigida por pais, alunos e pelas instituições em que trabalham de forma remota. Ressaltou ainda que no caso de Uberaba, desde o último dia 19 de abril, foram obrigados a retornar presencialmente às escolas, colocando em risco suas vidas, de seus familiares e alunos.

“Mesmo o Sinpro Minas se posicionando contrário ao retorno antecipado das aulas presenciais, os donos de escola, representados pelo Sinepe-TM, insistem em manter essa situação, deixando claro o descaso pela vida e a opção pela manutenção dos lucros, transformando a educação em mero artigo do mercado financeiro”, afirma.

Adelmo Oliveira, diretor do Sinpro Minas, também enfatiza que as negociações com os donos de escolas do Triângulo Mineiro têm se colocado como uma das mais difíceis do estado. “Em outras regiões, ou já fechamos ou estamos em vias de fechamento de acordo. Nestes casos não se fala em retirada de direitos. Porém, no Triângulo Mineiro, querem aproveitar da pandemia para retirar direitos históricos”, explica.

Além disso, existe um descaso muito grande com o processo negocial. Várias reuniões já foram suspensas e muitas vezes já chegaram a assumir que o importante para eles é discutir a volta às aulas presenciais, que eles não se preocupam com a CCT.

“Em função dessa ofensiva de retirada de direitos e desse descaso, foi definido o estado de greve. As escolas já devem ficar avisadas. Nós não vamos admitir que conquistas históricas dos/as professores/as sejam retiradas, utilizando deste momento tão difícil pelo qual estamos passando”, afirmou Adelmo.

Assim que marcada, a próxima assembleia será divulgada nos canais de comunicação do Sinpro Minas. Professor/a, divulgue e participe!

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