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Professsores da PBH param e rede estadual marca paralisação para abril

16 de março de 2010

Os professores da rede estadual de ensino de Minas iniciam no dia 8 de abril uma paralisação em protesto pela implementação do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN). A proposta foi votada pela categoria nesta terça e foi complementada por uma grande manifestação na frente da nova sede administrativa do governo de Minas, no bairro Serra Verde, em Belo Horizonte.

Os professores receberam adesão de servidores da saúde e da segurança pública. Debaixo de chuva, as cerca de duas mil pessoas que participaram do protesto chegaram a fechar a MG-10, no sentido Lagoa Santa – Belo Horizonte, e causaram muita lentidão no trânsito. A manifestação foi definida pelos servidores como uma espécie de ‘inauguração’ da cidade administrativa, oficialmente aberta no dia 4 de março.

A manifestação contou com caravanas de servidores da capital e do interior. De acordo com o Batalhão de Eventos da Polícia Militar não houve tumulto ou confusão. Cerca de 400 militares acompanharam o movimento.

Também houve protesto de servidores da educação na frente da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, na avenida Afonso Pena. A categoria deflagrou a greve nesta terça e só retorna às escolas na quarta para comunicar a paralisação aos pais e alunos. A reivindicação principal é a recomposição de perdas, que hoje somam 22,41%. Uma nova assembleia para avaliar a mobilização está marcada para o dia 23 de março.

“Estamos tentando negociar com a prefeitura desde o meio de janeiro quando enviamos a pauta para o prefeito e secretarias. A prefeitura marcou uma reunião para hoje de manhã, só que ontem no final do dia desmarcaram. Seria a primeira reunião de negociação do ano”, conta uma das diretoras do Sindrede-BH,  Cleunice Aparecida Oliveira.Outro ladoA Secretaria Adjunta de Recursos Humanos da Prefeitura Municipal deve encaminhar uma nota oficial sobre a negociação com os servidores nesta quarta-feira. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, a paralisação desta terça atingiu apenas 12% das escolas, o que significa 24 de 187 unidades em todo o município. A secretaria informa ainda que a reunião de negociação com a categoria foi cancelada justamente porque os servidores marcaram a greve para o dia da negociação.O governo de Minas divulgou nota na qual informa que iniciou estudos para avaliar a concessão de benefícios aos funcionários e tem mantido permanente diálogo com os servidores, tendo realizado 60 reuniões de 2009 até março de 2010.

Na nota a administração estadual salienta ainda que ‘avalia o posicionamento de manifestantes como de natureza meramente política’. O texto recorda ainda outras ‘reivindicações históricas’ de servidores que foram atendidas como a implantação dos planos de carreira, definição de piso remuneratório para os professores, instituição do acordo de resultados e pagamento de Prêmio por Produtividade, recomposição dos salários dos servidores ligados à área de segurança e  a construção da Cidade Administrativa, assegurando novas condições de trabalho a 16.300 funcionários da capital.     

No final do documento, “A Superintendência de Imprensa do governo de Minas Gerais informa ainda que se encontram mantidas na Cidade Administrativa as mesmas normas de segurança vigentes no Palácio da Liberdade, bem como no seu entorno, afim de assegurar à Sede Oficial do Governo do Estado, a seus funcionários e ao patrimônio que abriga, condições adequadas de funcionamento”. Fonte: Portal Uai

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