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Triângulo: mobilização reabre negociações

19 de maio de 2010

Começa a dar resultado a mobilização dos professores da rede particular do Triângulo Mineiro, que teve passeata pelas ruas de Uberlândia, com grande repercussão na mídia. No dia 19 de maio houve uma reunião entre representantes do Sinpro Minas e do Sinepe/TM, quando foram reabertas as negociações e discutidas algumas propostas. O Sinpro Minas reafirmou que não aceita nenhum direito a menos.

 

No dia 24/05, nova reunião será realizada em Belo Horizonte, o que levou ao adiamento da mobilização prevista para esta data. A negociação entre o Sinpro Minas e o Sinepe/TM, antes prevista para acontecer em Uberlândia, foi transferida para a capital em função da audiência de conciliação marcada no dia 25/05 pelo Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais, onde tramitam os processos de dissídio coletivo 2009 e 2010. 

 

Os professores da rede privada de ensino do Triângulo Mineiro realizaram assembleias extraordinárias, nos dias 14 e 15 de maio, quando reafirmaram que não aceitam a retirada de direitos proposta pelo patronal. Também levantaram a preocupação com os prejuízos para a qualidade do ensino na região, pois com os baixos salários e má condições de trabalho, está havendo uma evasão de professores, que se deslocam para outras regiões do estado.

 

Mobilizados pela garantia dos seus direitos, os professores realizaram um dia de mobilização para pressionar os donos de escolas a assinarem a Convenção Coletiva de Trabalho 2010 – instrumento que garante os direitos dos docentes. As atividades realizadas no dia 6 de maio contaram com a participação de centenas de docentes da região. Eles promoveram atividades na Praça Tubal Vilela, ato público na Câmara Municipal, passeata em conjunto com os professores da rede estadual e realizaram uma assembleia da categoria. Todas essas ações tiveram grande impacto na mídia da região.

 

 Segundo o diretor do Sinpro Minas Décio Braga, houve grande pressão para que os professores não participassem das manifestações. “No entanto, nossa categoria demonstrou sua indignação e optou pela continuidade do movimento até que se chegue a um desfecho favorável”, afirmou Décio. Na avaliação dele, o Triângulo continua apresentando as piores condições de trabalho e salários para os professores da rede privada, mesmo sendo conhecida como uma região economicamente próspera. “Nossas mobilizações já deram o nosso recado: não aceitamos a retirada de direitos”, completou.

 

 

 

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