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Unesco desenha mapa da educação superior na América Latina

26 de junho de 2008

O Mapa da Educação Superior (Mesalc), estudo desenvolvido pelo Instituto Internacional da Unesco para a Educação Superior da América Latina e do Caribe (Iesalc), revela uma realidade de contrastes, desigualdades, mas também apresenta avanços. O estudo, coordenado pelo venezuelano Klaus Jaffé e o brasileiro José Renato Carvalho, foi apresentado no início do mês de junho em Cartagena das Índias, na Colômbia. “A América Latina está atrasada em relação a outras regiões, apesar de um aumento nos indicadores”, diz o estudo que analisou a cobertura e a qualidade da educação em 1.231 universidades de 28 dos 33 países que integram a Unesco.Atualmente a taxa de cobertura educacional de nível universitário está próxima de 32% na América Latina, enquanto que o mesmo indicador registra 68% na Ásia e 87% na Europa, indica o informe, que também destaca a enorme desigualdade entre os países da região. Entre os problemas detectados pela Unesco destaca-se o desequilíbrio na cobertura regional da educação. “É difícil pensar em políticas regionais diante da disparidade de realidades”, ressalta o estudo. Assim, Brasil, México, Argentina, Venezuela e Colômbia concentram 75% da cobertura educacional de nível universitário.Quanto ao tema da qualidade, a Unesco considerou que os governos da região não estabeleceram uma regulação clara. “Em termos de cobertura, a educação superior na América Latina parece um doente terminal”, disse a brasileira Ana Lúcia Gazzola, diretora do Instituto e ex-reitora da UFMG. O estudo da Unesco pretende elaborar propostas concretas da região para o fórum mundial sobre educação que será organizado em outubro de 2009 em Paris. Apesar do panorama sombrio, a Unesco destacou o aumento no número de matrículas e a maior presença de mulheres nas universidades públicas e privadas da América Latina, mas lamentou que a taxa de abandono entre os homens esteja em crescimento. “Outro enorme desafio para a região é a implementação de políticas de estímulo para que os graduados não deixem seus países em busca de oportunidades em nações desenvolvidas”, enfatizou Gazzola.Com informações da France Presse, em Cartagena

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