Notícias

Docentes do Triângulo Mineiro reagem à falta de respeito dos donos de escolas

Enviar por e-mail
Imprimir página Imprimir agora
Tamanho das letras A+ A-

Professores/as a região do Triângulo Mineiro realizaram no dia 20/04 mais uma reunião virtual para discutir os rumos da campanha reivindicatória 2021diante da falta de negociação com os donos de escolas. Ao final da reunião, tiraram a proposta de uma assembleia virtual que será realizada na próxima quarta-feira, 28/04, às 18 horas, quando poderão decidir por uma greve.

Vivemos há mais de um ano o maior problema de saúde pública da história deste país. Nesse período, as aulas presenciais foram suspensas para que se reduzisse a circulação de pessoas e o contato entre elas. Os professores e professoras, mais uma vez, demonstraram todo o seu compromisso com a educação e assumiram a tarefa de garantir que as aulas continuassem, ainda que de forma remota. Assim, toda a comunidade tem presenciado e reconhecido o gigantesco esforço destes profissionais que tiveram que se reinventar, muitas vezes com pesados investimentos materiais e financeiros, para garantir que as escolas continuassem funcionando, da forma possível.

Porém, na contramão deste reconhecimento da sociedade, os donos das escolas privadas da região do Triângulo Mineiro querem se aproveitar da suspensão das aulas presenciais para retirar direitos da categoria, muitos deles conquistados há décadas, querem reduzir salários e piorar, de forma significativa, as condições de trabalho. As reuniões entre representantes do sindicato dos professores/as e do sindicato patronal (SINEP-TM) têm demarcado o descaso e o desrespeito dos donos de escola, que querem se aproveitar da situação para penalizar a categoria e, assim, aumentar seus lucros.

De acordo com o diretor do Sinpro Minas, o professor Adelmo Oliveira, o sindicato, cumprindo seu papel de representante da categoria, não vai aceitar que a calamidade vivida em nosso país sirva de pretexto para essa agressão. “Vamos utilizar de todos os recursos ao nosso alcance para defender nossos direitos. Não descartamos, inclusive, a possibilidade de uma greve. Entendemos a gravidade do momento, mas não podemos admitir que os profissionais da educação privada, que tanto têm se desdobrado para garantir a continuidade do processo educacional, sejam penalizados dessa forma”, afirma.

Na reunião do dia 20, os/as professores/as também reforçaram que esse momento de necessária suspensão das atividades presenciais prova que nada substitui o contato entre as pessoas. É consenso entre todos/as que as aulas remotas são a clara demonstração da falta que faz a interação física entre educador e educando. Adelmo Oliveira reforça que ninguém quer mais o retorno das aulas presenciais do que os professores e professoras que tiveram sobrecarga de trabalho com as aulas remotas. Entretanto, esse retorno deve acontecer de modo a não colocar em risco a vida e a saúde de ninguém. “Desde o início, conclamamos os donos de escola a se somarem a nós na defesa da prioridade de vacinação para os docentes, mas isso não aconteceu. A única pressão que eles têm feito às prefeituras é para que seja definido o retorno. Não cobram vacinação ou qualquer outra garantia aos trabalhadores e trabalhadoras. O que vemos é que os protocolos de segurança, muitas vezes insuficientes, são sistematicamente descumpridos nos municípios onde se determinou o retorno. É a necessidade do lucro se sobrepondo ao direito à vida. Os professores e professoras da região do Triângulo utilizarão de todos os recursos a seu alcance para garantir, acima de tudo, a vida e a saúde, não só deles, mas de toda a comunidade”.

Para participar da assembleia do dia 28/04, cada professora/a deverá acessar o link

https://us02web.zoom.us/j/84111407294?pwd=Mk1JMkIrcjhkbWF6aGJZQWFDN1dOQT09

 

ID da reunião: 841 1140 7294
Senha de acesso: 454895

Comentários (0)

Deixe um comentário