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Donos de escolas no Triângulo Mineiro querem retirar direitos dos professores

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Os professores do setor privado de ensino do Triângulo Mineiro estão sem a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) assinada, desde abril deste ano. O documento define os direitos dos docentes, como o reajuste salarial e as bolsas de estudos, entre outros.

Apesar de a categoria ter mantido todo o esforço para garantir a qualidade da educação, os donos de escolas na região se recusam a valorizar a profissão docente.

Desde fevereiro deste ano, ao menos dez reuniões de negociação foram feitas. Em todas elas, os donos de escolas reafirmaram que, para assinar a Convenção, é preciso retirar direitos históricos dos professores. Querem, por exemplo, suspender o pagamento do adicional por tempo de serviço (quinquênio) e reduzir o percentual de desconto e a quantidade de bolsas de estudos a que os docentes têm direito.

Sob orientação do patronal, muitas escolas também não têm aceitado bolsas de professores que lecionam em outros estabelecimentos de ensino. Além disso, querem aumentar o número de reuniões pedagógicas que não seriam pagas como hora extra e depositar as férias ou o 13º salário somente em fevereiro do ano seguinte.

Sem reajuste salarial

Em relação ao salário dos professores, que está há mais de dois anos congelado, os donos de escolas se negam a repor a perda inflacionária. A situação é incerta, e os docentes estão sem nenhuma garantia em relação aos seus direitos. Esse cenário tem criado um clima de grande angústia entre os professores da região.

Por isso, os docentes desejam contar com o apoio de pais, alunos e toda a comunidade escolar na luta para que os donos de escolas assinem um acordo com melhores condições de vida e trabalho, o que resulta, como consequência direta, em uma maior qualidade da educação. Em assembleia, os professores têm ressaltado que estão abertos à negociação, mas não aceitarão retrocesso em relação a conquistas históricas.

Uma nova assembleia virtual será realizada no dia 30 de setembro, às 17h45, pela plataforma Zoom.

“É uma situação muito instável, mas os professores estão mobilizados para impedir tamanho retrocesso, que representa um desrespeito à categoria e demonstra a indiferença dos donos de escolas com as condições de trabalho para se garantir a continuidade do ensino de qualidade na região”, ressaltou a presidenta do Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas), Valéria Morato.

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