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Sinpro repudia truculência da polícia contra famílias de acampados em Minas

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O Sinpro Minas repudia a truculência das forças policiais contra cerca de 450 famílias sem-terra do acampamento Quilombo Grande, no sul de Minas. Os acampados estão sendo alvo de ordem de despejo, desde a madrugada dessa terça-feira (12/8).

A violência policial não poupou nem mesmo a estrutura da instituição de ensino do acampamento, a escola popular Eduardo Galeano, que foi destruída. A reintegração de posse foi emitida pela Justiça estadual, mesmo sob o decreto de calamidade pública em Minas Gerais, em função da pandemia do novo coronavírus.

Embora o governador tenha dito, nesta quinta-feira, que suspendeu a ação de despejo, após pressão de lideranças populares, de parlamentares, de representantes dos trabalhadores, de movimentos sociais organizados e da população, a polícia permanece no local e age de forma violenta. Há denúncias de que as estradas de acesso ao acampamento foram fechadas, para impedir a chegada de alimentos às famílias, e áreas, incendiadas.

 “A decisão do governador de Minas, Romeu Zema, de enviar suas tropas, foi truculenta, desumana e irresponsável, e merece o repúdio de todos aqueles que prezam por um país menos desigual. Além disso, colocou em risco a vida de milhares de pessoas, diante do cenário de pandemia em que vivemos. Esperamos que as forças policiais deixem realmente o local e parem imediatamente a violência contra os acampados. É inadmissível, uma atitude absurda e lamentável, diante da maior crise sanitária enfrentada pelos brasileiros”, denunciou Valéria Morato, presidenta do Sinpro Minas e da CTB Minas.

“Precisamos de solidariedade, de mais empregos e educação, de justiça social e de moradia e terra para todos, e a decisão dele de promover o despejo caminha na direção contrária disso tudo, o que só corrobora aquilo que sempre denunciamos, ou seja, o fato de que o gestor Zema governa a partir de uma política excludente e representa os interesses dos grandes empresários, e não de quem realmente trabalha e produz a riqueza deste país”, critica a presidenta do sindicato.

Os acampados vivem há 22 anos na área; na época, um terreno improdutivo, abandonado por uma usina, que encerrou suas atividades em 1996. Atualmente, o acampamento é referência em produção agroecológica na região. Além do plantio de cereais, milho, hortaliças e frutas, produz café orgânico e é responsável pelo sustento de milhares de pessoas.

Em função disso, o Sinpro Minas reitera o seu repúdio à truculência das forças de segurança do estado e se solidariza com as famílias de sem-terra do acampamento Quilombo Grande, com o desejo de que todas elas possam voltar a suas casas o quanto antes, em paz e com saúde.

Foto: Divulgação MST

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