
Os professores do ensino básico recebem o equivalente a 66% do rendimento médio dos trabalhadores de outras áreas com o mesmo nível de escolaridade. Os dados, referentes ao 3º trimestre de 2025, são da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Para ter o mesmo salário que outros profissionais com nível superior, os professores precisariam de um reajuste médio de 51%. “A pesquisa mostra o que a gente vivencia na prática. A desvalorização dos professores é salarial mas tem origem no desprestígio contínuo da profissão”, afirma Valéria Morato, presidenta do Sinpro Minas.
A pesquisa também mostra que, enquanto os professores da rede pública tem uma média salarial de R$ 4.638, no setor privado o valor é de R$ 3.658. A diferença é reflexo da ausência de regulamentação para o setor. Hoje, a lei do Piso Nacional do Magistério não contempla os professores das escolas privadas.
“Junto à falta de uma política que contemple nossa categoria, observamos um enfraquecimento das negociações coletivas”, relata. Com a reforma trabalhista de 2017, não apenas os direitos foram flexibilizados. Os sindicatos, que são a representação máxima do trabalhador nas negociações, foram atacados estruturalmente. “O fim da ultratividade, que garantia a vigência das cláusulas negociadas anteriormente, também alterou o equilíbrio das negociações”, afirma Valéria.
A dirigente reforça que o caminho para a recuperação salarial e a valorização da categoria é a união e mobilização junto ao sindicato. “É muito importante que os professores e professoras participem da nossa campanha reivindicatória. A gente só consegue avançar com organização e unidade para fortalecer nossas pautas”, conclui.
Entidade filiada ao





O Sinpro Minas mantém um plantão de diretores/funcionários para prestar esclarecimentos aos professores sobre os seus direitos, orientá-los e receber denúncias de más condições de trabalho e de descumprimento da legislação trabalhista ou de Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)
O plantão funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
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