
Em assembleia da campanha reivindicatória, nesta quinta-feira (9/4), professores de escolas particulares de Belo Horizonte e região (CCT/MG) aprovaram a continuidade das negociações com o sindicato patronal. Os docentes também reafirmaram, por unanimidade, a pauta de reivindicações da categoria, entregue aos donos de escolas no final do ano passado.
Durante a assembleia, os docentes relataram as precarizações e as dificuldades enfrentadas no cotidiano escolar e voltaram a exigir melhores salários e condições de trabalho. Entre os pontos reivindicados pela categoria estão ganho real, fim dos sábados letivos, liberdade de cátedra, aumento do adicional extraclasse, isonomia salarial da educação básica, direito à desconexão, entre outros.
Os professores também criticaram a forma como o patronal tem conduzido as negociações e referendaram a nota publicada pelo Sinpro Minas de repúdio à postura machista da comissão de negociação do Sinepe MG (clique aqui para acessá-la).
Uma nova assembleia foi agendada para o dia 25/4 (sábado), no formato híbrido (presencial e on-line), às 10 horas, para discutir o rumo da campanha reivindicatória.
“Fizemos uma assembleia muito representativa, que demonstrou mais uma vez que a categoria permanece unida e forte, em busca da valorização profissional e contra a precarização dos nossos direitos. Vamos ampliar a mobilização e reforçar a nossa luta em defesa de melhores salários, condições de vida e trabalho e de uma educação de qualidade para todos”, afirmou Valéria Morato, presidenta do Sinpro Minas.
Patronal se recusa a discutir melhorias
Até o momento, nas reuniões de negociação que já foram feitas com o patronal (Sinepe MG), o discurso dos donos de escolas tem sido o mesmo dos anos anteriores:
nada de debater melhorias na Convenção Coletiva dos professores.
Enquanto isso, os lucros do setor não param de subir. As mensalidades aumentam acima da inflação, e o número de alunos também cresce, tanto na educação básica quanto no ensino superior.
Já os salários dos professores permanecem defasados (cerca de 20%), sem ganho real há anos e sem condições de acompanhar o custo de vida. Com isso, gastos básicos com alimentação, moradia, transporte, saúde e educação pesam cada vez mais no orçamento familiar. E a categoria ainda tem de lidar com relações precárias de trabalho, jornadas extenuantes, cobranças por desempenho e volume excessivo de tarefas no ambiente escolar.
“A participação dos professores e professoras nas assembleias será fundamental, mais uma vez, para reafirmar que não aceitaremos retrocessos e que exigimos valorização da carreira docente”, destacou Valéria Morato.
Assembleia de professores (CCT/MG)
Data: 25 de abril – sábado
Horário: 10 horas
Local:
Plataforma Zoom – https://us02web.zoom.us/j/82849425853?pwd=1e6A0otT49Xe2VFTQXP4oibTbhi2o0.1
Presencial – Sinpro Minas (Rua Jaime Gomes, 198 – bairro Floresta | BH)
Pauta: campanha reivindicatória 2026
Entidade filiada ao





O Sinpro Minas mantém um plantão de diretores/funcionários para prestar esclarecimentos aos professores sobre os seus direitos, orientá-los e receber denúncias de más condições de trabalho e de descumprimento da legislação trabalhista ou de Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)
O plantão funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
(31) 3115-3000
RUA JAIME GOMES, 198 – FLORESTA – BELO HORIZONTE/MG – CEP 31015-240
FONE: (31) 3115.3000 | SINPROMINAS@SINPROMINAS.ORG.BR