
Professores não vão aceitar a retirada de direitos!
Os professores das escolas particulares de Belo Horizonte e região (CCT/MG) chegaram ao limite!
A cada rodada de negociação da campanha reivindicatória deste ano, os donos de escolas deixam cada vez mais claro qual é o seu verdadeiro objetivo: retirar direitos da categoria para aumentar ainda mais os seus lucros, que já são bastante elevados e construídos às custas do trabalho de quem está diariamente nas salas de aula.
Escondidos atrás de discursos vazios sobre “modernização” e “adequação às novas demandas do mercado”, os representantes patronais insistem em atacar conquistas históricas da categoria.
A pergunta que fica é: em que realidade vivem os donos de escolas?
Certamente não é na mesma enfrentada pelos professores, marcada por salários defasados, jornadas exaustivas, excesso de atividades extraclasse, aumento das cobranças e da burocracia, perda de autonomia pedagógica e um elevado número de casos de adoecimento físico e mental.
Se os empresários deixassem o conforto de seus escritórios climatizados e visitassem as salas de aula, encontrariam profissionais sobrecarregados, pressionados e cada vez mais desvalorizados.
Veriam que o discurso de valorização do professor não passa de uma peça de marketing para vender matrículas e construir uma falsa imagem de compromisso com a educação.
Para favorecer as negociações, o Sinpro Minas reduziu a pauta para seis reivindicações, consideradas essenciais pela categoria. Mas, em vez de negociar avanços, o Sinepe/MG respondeu com mais ataques.


Além de ignorar as reivindicações dos professores, apresentou seis propostas que retiram ou fragilizam direitos já conquistados. Entre elas, a tentativa de acabar com a isonomia salarial.
Nem mesmo a proposta de padronizar os contracheques da categoria – adotando rubricas específicas para cada tipo de remuneração, de modo a favorecer a compreensão do trabalhador – foi levada em consideração pelos donos de escolas.
Quanto ao reajuste, eles ofereceram somente o índice da inflação (3,77%), percentual bem distante da necessidade de repor a nossa defasagem salarial e de valorizar a nossa carreira.
A que ponto chegamos! Enquanto exigem cada vez mais dos professores, recusam-se a reconhecer seu trabalho, sua dedicação e sua importância para a sociedade. Querem ampliar seus ganhos, sacrificando direitos, salários, condições de trabalho e qualidade de vida de quem faz a educação acontecer todos os dias.
Não aceitaremos mais retrocessos nem a retirada de direitos conquistados com muita luta. Nossa resposta será com mais mobilização, mais união e mais participação dos professores e professoras nas assembleias!
Porque educação de qualidade não se constrói com exploração!
Exigimos respeito, valorização e dignidade para quem ensina!
Entidade filiada ao





O Sinpro Minas mantém um plantão de diretores/funcionários para prestar esclarecimentos aos professores sobre os seus direitos, orientá-los e receber denúncias de más condições de trabalho e de descumprimento da legislação trabalhista ou de Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)
O plantão funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
(31) 3115-3000
RUA JAIME GOMES, 198 – FLORESTA – BELO HORIZONTE/MG – CEP 31015-240
FONE: (31) 3115.3000 | SINPROMINAS@SINPROMINAS.ORG.BR