
O Sinpro Minas assinou, em 10 de junho, a Convenção Coletiva de Trabalho com o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Sul de Minas Gerais (Sinepe-SM), garantindo direitos para os professores da rede privada de Poços de Caldas até 2028.
Reajuste acima da inflação
Os salários-aula-base foram reajustados em 3,5% a partir de 1º de março de 2026, data-base da categoria. O percentual supera o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado em 12 meses até fevereiro de 2026, que ficou em 3,36%, assegurando ganho real ao salário dos professores. As diferenças relativas ao período de março a junho serão quitadas até o salário de julho.
Manutenção integral das cláusulas
Mesmo com as tentativas de retiradas de direitos, o Sinpro Minas garantiu a manutenção de todas as cláusulas da CCT anterior, incluindo as que garantem bolsas de estudo para professores e seus dependentes. Os docentes da base CCT/Poços de Caldas filiados e em dia com o Sindicato têm direito a bolsas que, em alguns casos, chegam a 100% de desconto. As vagas são calculadas proporcionalmente ao número de alunos matriculados em cada estabelecimento.
Nova cláusula: compensação de emendas de feriado
A CCT 2026/2028 introduz uma cláusula específica sobre compensação de emendas de feriado não previstas no instrumento, limitando a dois sábados por semestre. A compensação poderá ocorrer por meio de aulas, reuniões pedagógicas, planejamento, atendimento a pais ou outras atividades docentes.
Atenção às férias: pagamento deve preceder o início do período
As férias coletivas dos professores de Poços de Caldas estão fixadas para o período de 1º a 30 de julho de 2026. Nos termos da legislação trabalhista (art. 145 da CLT), o pagamento das férias deve ser efetuado até dois dias antes do início do recesso — ou seja, até 29 de junho. Professores que não receberem o pagamento nesse prazo podem procurar o Sinpro Minas para orientação.
Mobilizar para avançar
Para a presidenta do Sinpro Minas, Valéria Morato, a CCT Poços de Caldas é resultado de décadas de luta da categoria. Porém, a dirigente reafirma a necessidade de mobilização constante:
“Temos visto, em todo o Brasil, uma ofensiva do patronal para retirar direitos que conquistamos com muita luta e muita resistência em conceder qualquer benefício além do que já temos. É importante lembrar que após a reforma trabalhista de 2017, no governo Temer, esses direitos não têm garantia permanente: são negociados e disputados a cada ano, a cada campanha reivindicatória. Por isso, não podemos baixar a guarda. A mobilização constante é necessária não apenas para proteger o que conquistamos, mas avançar em mais valorização para os professores e professoras.”
Confira na íntegra: CCT_Pocos_2026.2028_assinado
Entidade filiada ao





O Sinpro Minas mantém um plantão de diretores/funcionários para prestar esclarecimentos aos professores sobre os seus direitos, orientá-los e receber denúncias de más condições de trabalho e de descumprimento da legislação trabalhista ou de Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)
O plantão funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
(31) 3115-3000
RUA JAIME GOMES, 198 – FLORESTA – BELO HORIZONTE/MG – CEP 31015-240
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