
Em assembleia nessa quinta-feira (11/6), professores de escolas particulares de Belo Horizonte e região (CCT/MG) rejeitaram a proposta apresentada pelo sindicato patronal nas negociações da campanha reivindicatória deste ano.
Os docentes também autorizaram o Sinpro Minas a ajuizar o dissídio coletivo, mecanismo que leva o impasse das negociações para análise e decisão da Justiça do Trabalho.
A proposta patronal rejeitada pela categoria prevê a divisão da Convenção Coletiva de Trabalho em duas (uma para a educação básica e outra para o ensino superior) e não atende nenhuma das reivindicações apresentadas pelos professores.
Durante a assembleia, os professores criticaram a postura dos donos de escolas ao longo das negociações. Eles relataram situações de precarização das condições de trabalho e de aumento da sobrecarga de atividades e denunciaram os baixos salários e a falta de valorização profissional.
Os docentes também reafirmaram que não aceitarão retrocessos nos direitos já conquistados e defenderam a manutenção de uma Convenção Coletiva unificada para toda a categoria. Para a presidenta do Sinpro Minas, Valéria Morato, a proposta de dividir a Convenção representa uma tentativa de enfraquecer a organização dos trabalhadores.
“A quem interessa a desunião dos professores? O que está em jogo é uma estratégia de separar para desmobilizar. Os donos de escolas querem fragmentar uma categoria que enfrenta os mesmos desafios e luta pelos mesmos direitos. O patronal quer nos enfraquecer. Por isso defendemos uma Convenção Coletiva única. Nossa categoria é uma só, nossa luta é coletiva e nossos direitos também devem ser”, afirmou Valéria Morato.
Ao final da assembleia, os professores reforçaram a disposição de continuar mobilizados em defesa da valorização profissional, de melhores condições de trabalho e da manutenção dos direitos garantidos na Convenção Coletiva de Trabalho.
Entidade filiada ao





O Sinpro Minas mantém um plantão de diretores/funcionários para prestar esclarecimentos aos professores sobre os seus direitos, orientá-los e receber denúncias de más condições de trabalho e de descumprimento da legislação trabalhista ou de Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)
O plantão funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
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