
No dia 25 de outubro, o Brasil escolherá entre dois projetos de país. Um defende o trabalho com direitos, a educação pública e a participação popular. O outro defende a redução do Estado, a negociação individual e a educação tratada como mercadoria. É essa a escolha que está posta.
Um projeto defende o fim da escala 6×1 e a jornada de 40 horas semanais sem redução de salário, proteção trabalhista e previdenciária para quem trabalha por aplicativos, transparência dos algoritmos e fortalecimento da negociação coletiva. O outro defende a negociação direta entre empresa e trabalhador, contratos com menor custo na folha para jovens e desempregados com 50 anos ou mais, e enxerga o sindicato como obstáculo, não como interlocutor. Um projeto valoriza quem vive do trabalho. O outro barateia o trabalho.
Um projeto defende a educação como direito e como projeto de desenvolvimento e justiça social: escola pública fortalecida, ensino em tempo integral, institutos federais ampliados, valorização do magistério, conectividade universal, alfabetização na idade certa com investimento público. O outro defende a educação como serviço comprado no mercado: vouchers para vagas privadas, escolas cívico-militares, repasses vinculados a metas de desempenho, pagamento a alunos por reforço escolar e transferência da educação superior para outro ministério. Um projeto forma cidadãos para o país. O outro forma consumidores e um exército pronto para ser explorado pelo mercado.
Um projeto preserva os pisos constitucionais de saúde e educação e os reajustes da Previdência e do BPC. O outro estuda um ajuste de cerca de 2% do PIB — algo próximo de R$ 250 bilhões — que retira recursos dessas áreas e penaliza os que mais precisam. Quem depende da escola pública e do SUS não pode esperar a eleição passar para descobrir o que será cortado.
Um projeto trata a soberania como eixo, com redução de vulnerabilidades em energia, tecnologia e defesa, e retoma conselhos e conferências de participação social, dando aos trabalhadores lugar à mesa. O outro aponta para um Estado menor justamente nas áreas de que dependem os trabalhadores e trata a participação social como entrave.
O Sinpro Minas defende um Brasil mais justo, mais humano, com mais investimentos em educação e em quem trabalha. Um país que protege o emprego com direitos, a negociação coletiva, a escola e a saúde públicas e os programas sociais. Um projeto de desenvolvimento e justiça social, não de mercado.
Esse posicionamento não nos retira a autonomia. Cobraremos do governo eleito, seja qual for, o cumprimento do que foi prometido, a começar pela aprovação no Senado do fim da escala 6×1 e da jornada de 40 horas sem redução salarial.
Conclamamos os professores e professoras a ler os programas, a conversar sobre eles nos locais de trabalho e com suas famílias e a comparecer às urnas no dia 25 de outubro.
O futuro do trabalho e da educação no Brasil será decidido por quem vota. Que a nossa categoria vote sabendo o que está em jogo.
Belo Horizonte, 14 de outubro de 2026.
Professores e professoras de Minas Gerais
Entidade filiada ao





O Sinpro Minas mantém um plantão de diretores/funcionários para prestar esclarecimentos aos professores sobre os seus direitos, orientá-los e receber denúncias de más condições de trabalho e de descumprimento da legislação trabalhista ou de Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)
O plantão funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
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RUA JAIME GOMES, 198 – FLORESTA – BELO HORIZONTE/MG – CEP 31015-240
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