
Os professores da educação superior da Unifemm, em Sete Lagoas, entraram em greve, por tempo indeterminado, nessa terça-feira (13/10), em decorrência dos constantes descumprimentos dos direitos da categoria.
A decisão de paralisar as atividades foi tomada em assembleia, realizada no dia 7/10 (quarta-feira). Há anos, os professores da instituição de ensino enfrentam falta de pagamento, atrasos e parcelamentos de salários, férias e 13º, não recolhimento do FGTS, falta de depósito do INSS, entre outras irregularidades.
O Sinpro Minas já ajuizou ações coletivas, para preservar os direitos da categoria, e tentou por diversas vezes agendar reuniões para cobrar soluções. Mas, até o momento, a direção da instituição de ensino não apresentou uma proposta para regularizar as pendências, de forma definitiva.
“A situação é a mesma tanto na educação superior quanto na básica. São anos de descumprimentos dos direitos dos professores e professoras, que merecem respeito, valorização e condições dignas de trabalho. Esperamos que a instituição de ensino reveja a sua postura, para que os docentes possam encerrar a greve”, destacou Valéria Morato, presidenta do Sinpro Minas.
Em nota divulgada aos estudantes, a direção da Unifemm diz que “acompanha de perto a situação”, mas na prática nada tem feito para solucionar as irregularidades. “Repudiamos esse comunicado, que tenta minimizar a mobilização dos professores e busca transmitir uma ideia de normalidade acadêmica. A greve foi uma decisão coletiva da categoria, no legítimo exercício de um direito constitucional. Exigimos respeito à liberdade de mobilização dos professores e não vamos aceitar qualquer tentativa de constrangê-los ou intimidá-los”, ressaltou Valéria Morato.
Greve também na educação básica
Na educação básica, os professores da Unifemm estão em greve desde 9 de julho. Na última assembleia, realizada em 17 de julho, os docentes da escola rejeitaram a proposta apresentada pela direção e manteve a greve.
A proposta da Unifemm previa apenas um prazo de 90 dias para apresentar uma possível solução de regularização das pendências trabalhistas. Os docentes consideraram a medida insuficiente, diante da gravidade da situação, que incluía, na época, mais de 13 meses de salários em atraso, além de férias, 13º salário, FGTS e INSS pendentes.
“Essa proposta soou profundamente desrespeitosa. Pediu que retornássemos ao trabalho por amor à profissão, mas, em nenhum momento, apresentou algo concreto, com valores, prazos e garantias reais”, destacaram os professores, em nota enviada à comunidade escolar.
Assim como no ensino superior, a greve foi deflagrada após meses de tentativas de negociação sem resultados. Em carta aberta à comunidade de Sete Lagoas, os docentes afirmam que a paralisação foi uma decisão difícil, mas necessária diante do descumprimento reiterado de direitos trabalhistas. Eles reforçam que desejam retornar às salas de aula o quanto antes, desde que a direção da instituição de ensino apresente uma proposta concreta para regularizar a situação e garantir os direitos da categoria.
Entidade filiada ao





O Sinpro Minas mantém um plantão de diretores/funcionários para prestar esclarecimentos aos professores sobre os seus direitos, orientá-los e receber denúncias de más condições de trabalho e de descumprimento da legislação trabalhista ou de Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)
O plantão funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
(31) 3115-3000
RUA JAIME GOMES, 198 – FLORESTA – BELO HORIZONTE/MG – CEP 31015-240
FONE: (31) 3115.3000 | SINPROMINAS@SINPROMINAS.ORG.BR
Uma resposta
Tenho uma filha fazendo faculdade nesta instituição de ensino, nunca atrasou uma mensalidade, o pagamento sempre em dia e não teve retorno da instituição para que fosse sánado essa situação.
Meu apoio aos corpo discente e fica aqui minha revolta com a instituição de ensino.