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Professores da educação superior da Unifemm entram em greve

15 de outubro de 2026

Os professores da educação superior da Unifemm, em Sete Lagoas, entraram em greve, por tempo indeterminado, nessa terça-feira (13/10), em decorrência dos constantes descumprimentos dos direitos da categoria.

A decisão de paralisar as atividades foi tomada em assembleia, realizada no dia 7/10 (quarta-feira). Há anos, os professores da instituição de ensino enfrentam falta de pagamento, atrasos e parcelamentos de salários, férias e 13º, não recolhimento do FGTS, falta de depósito do INSS, entre outras irregularidades.

O Sinpro Minas já ajuizou ações coletivas, para preservar os direitos da categoria, e tentou por diversas vezes agendar reuniões para cobrar soluções. Mas, até o momento, a direção da instituição de ensino não apresentou uma proposta para regularizar as pendências, de forma definitiva.

“A situação é a mesma tanto na educação superior quanto na básica. São anos de descumprimentos dos direitos dos professores e professoras, que merecem respeito, valorização e condições dignas de trabalho. Esperamos que a instituição de ensino reveja a sua postura, para que os docentes possam encerrar a greve”, destacou Valéria Morato, presidenta do Sinpro Minas.

Em nota divulgada aos estudantes, a direção da Unifemm diz que “acompanha de perto a situação”, mas na prática nada tem feito para solucionar as irregularidades. “Repudiamos esse comunicado, que tenta minimizar a mobilização dos professores e busca transmitir uma ideia de normalidade acadêmica. A greve foi uma decisão coletiva da categoria, no legítimo exercício de um direito constitucional. Exigimos respeito à liberdade de mobilização dos professores e não vamos aceitar qualquer tentativa de constrangê-los ou intimidá-los”, ressaltou Valéria Morato.

Greve também na educação básica

Na educação básica, os professores da Unifemm estão em greve desde 9 de julho. Na última assembleia, realizada em 17 de julho, os docentes da escola rejeitaram a proposta apresentada pela direção e manteve a greve.

A proposta da Unifemm previa apenas um prazo de 90 dias para apresentar uma possível solução de regularização das pendências trabalhistas. Os docentes consideraram a medida insuficiente, diante da gravidade da situação, que incluía, na época, mais de 13 meses de salários em atraso, além de férias, 13º salário, FGTS e INSS pendentes.

“Essa proposta soou profundamente desrespeitosa. Pediu que retornássemos ao trabalho por amor à profissão, mas, em nenhum momento, apresentou algo concreto, com valores, prazos e garantias reais”, destacaram os professores, em nota enviada à comunidade escolar.

Assim como no ensino superior, a greve foi deflagrada após meses de tentativas de negociação sem resultados. Em carta aberta à comunidade de Sete Lagoas, os docentes afirmam que a paralisação foi uma decisão difícil, mas necessária diante do descumprimento reiterado de direitos trabalhistas. Eles reforçam que desejam retornar às salas de aula o quanto antes, desde que a direção da instituição de ensino apresente uma proposta concreta para regularizar a situação e garantir os direitos da categoria.

 

 

COMENTÁRIO

Uma resposta

  1. Tenho uma filha fazendo faculdade nesta instituição de ensino, nunca atrasou uma mensalidade, o pagamento sempre em dia e não teve retorno da instituição para que fosse sánado essa situação.
    Meu apoio aos corpo discente e fica aqui minha revolta com a instituição de ensino.

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