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NOTA DE REPÚDIO: Contra a perseguição política a professores e trabalhadores da educação em Minas Gerais

31 de outubro de 2026

NOTA DE REPÚDIO: Contra a perseguição política a professores e trabalhadores da educação em Minas Gerais

O Sinpro Minas tem recebido relatos de que gestões escolares e grupos organizados estão promovendo retaliações contra professores, professoras e demais trabalhadores e trabalhadoras de escolas. São pessoas que expressaram suas posições políticas ou participaram de campanhas em apoio ao presidente Lula durante o período eleitoral.

As práticas denunciadas incluem demissões sem justa causa, isolamento profissional, ataques pessoais, assédio organizado em redes sociais e perseguição velada sob o pretexto de “isenção ideológica”. Até agora, dados do Ministério Público do Trabalho apontam que houve mais de 3,5 mil denúncias de assédio eleitoral em 2026, sendo 2,6 mil apenas em outubro.

Isso é perseguição e desrespeito ao direito ao voto. O MPT de Minas Gerais já se manifestou. Ameaçar, rebaixar ou demitir trabalhadores por sua posição política configura assédio eleitoral e discriminação no trabalho, podendo gerar reparação, reintegração ao posto e responsabilização criminal.

A posição política de quem trabalha não pode ser motivo para demissão. Educadores são cidadãos e cidadãs com direito constitucional à liberdade de expressão e de participação política.

Punir professores por seu engajamento democrático é usar o poder administrativo contra a democracia, substituindo o debate público pelo constrangimento coletivo. Essa lógica não pode se naturalizar nas escolas de Minas Gerais.

Nesta quinta-feira (29), o Sinpro Minas esteve presente em reunião convocada pela Superintendência Regional do Trabalho com o objetivo de organizar uma força-tarefa nacional de combate ao assédio eleitoral. Estiveram presentes  representantes da Justiça do Trabalho, do MPT, da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República e das centrais sindicais.

Reforçamos nosso compromisso com os professores e as professoras para, junto à justiça, denunciar e coibir práticas criminosas e fascistas contra os trabalhadores. Democracia não se constrói com intimidação. Educação não se faz com censura.

Belo Horizonte, 31 de outubro de 2026.

Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais – Sinpro Minas

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