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Nota de repúdio à postura machista da comissão de negociação do Sinepe MG

6 de abril de 2026

O Sinpro Minas repudia de forma veemente a postura do patronal na última rodada de negociação da Campanha Reivindicatória 2026, realizada na terça-feira, dia 31 de março. Mais uma vez o Sinepe desrespeitou a categoria – em especial, as mulheres.

Após a crítica feita pelo Sinpro à declaração de um dos representantes dos donos de escola sobre a liberdade de cátedra, as negociações não têm avançado. Desde então, o patronal tem se recusado a debater a pauta reivindicatória.

Ao questionar tal manobra dos donos de escola, uma das diretoras do Sinpro foi agredida verbalmente pelo coordenador da comissão de negociação do patronal. Ele respondeu aos gritos, de forma descontrolada, que se negava a conversar sobre o assunto com ela, e que isso seria tratado com um diretor homem. Também se levantou, gesticulando de forma agressiva e com dedo em riste em direção à dirigente. Por fim, deu de costas, reafirmando que não falaria com ela.

Vale destacar que a mesma pergunta já havia sido feita por um diretor – homem – que, apesar de também não ter sido respondido, não teve como reação tamanha agressividade.

É importante destacar que não há pauta levada pelo Sinpro que seja tratada com seriedade pelos donos de escola. As falas são em geral desrespeitosas e em tom de deboche. Desta vez, de forma espantosa, a postura foi de violência. É lamentável que, em meio a discussões sobre o combate à violência contra a mulher – e a aprovação da lei que criminaliza a misoginia – o coordenador da comissão de negociação dos donos de escola se preste a esse tipo de comportamento.

Não nos calaremos. O Sinpro Minas seguirá cumprindo seu papel de representar a categoria docente. Não vamos nos submeter a chantagens, pressão, intimidação ou exigências descabidas dos donos de escola. Reiteramos a autonomia e independência do Sindicato e afirmamos: na mesa de negociação, personificamos cada um dos professores e professoras de Minas Gerais.

Nossa solidariedade à diretora vítima de violência e nosso repúdio à postura do patronal.

Nossos direitos ninguém apaga!

Belo Horizonte, 6 de abril de 2026.

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