
O Sinpro Minas lançou, na última sexta-feira (6/3), a 15ª edição da revista Elas por Elas, a publicação de gênero do sindicato. Durante a cerimônia de lançamento, realizada no auditório da Associação Médica de Minas Gerais, em Belo Horizonte, 12 mulheres receberam a Comenda Clara Zetkin, uma distinção criada pelo Sinpro Minas com o objetivo de homenagear a luta pelo fortalecimento dos direitos, da participação política e da emancipação feminina.
Foram elas: Andreia Araújo, Denise de Paula Romano, Edna Maria Vital, Elza Santos (Tia Elza), Isabela Corby, Laura Farias, Lívia Macedo, Luciana Santos, Márcia Lopes, Maria Isabel Ramos (Bebela), Maria Aparecida da Costa Lamas e Tatiana Caillaux.


“Conquistar a sociedade que queremos, livre de desigualdades, passa impreterivelmente por ocuparmos os mais variados espaços, tanto socialmente quanto nas estruturas de poder. E nós não estamos dispostas a esperar por eles. Vamos conquistá-los, pois somos cada vez mais protagonistas. Não apenas da nossa vida: cada vez mais mulheres estão liderando e organizando as comunidades e as lutas às quais estão inseridas. Dessa forma, mais uma vez, parabenizo as mulheres que vão receber hoje a Comenda Clara Zetkin. Vocês são parte dessa luta e fazem a diferença para alcançarmos essa sociedade mais justa, onde todos e todas nós seremos livres”, ressaltou a presidenta do Sinpro Minas, Valéria Morato, cujo discurso começou com o pedido de um minuto de silêncio, em memória às crianças mortas em Gaza e às meninas assassinadas no Irã pela escalada imperialista de Israel e dos Estados Unidos.
Uma das homenageadas com a Comenda Clara Zetkin, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, não pôde comparecer, em função de compromissos da agenda ministerial, mas enviou um vídeo em agradecimento, no qual reforça o compromisso na luta por mais mulheres na ciência e nos espaços de poder. “A revista Elas por Elas cumpre um papel fundamental ao dar visibilidade às trajetórias femininas, registrar lutas e inspirar novas gerações. Porque quando a mulher ocupa seu espaço, ela abre espaço para outras mulheres. Que esta 15ª edição inspire, mobilize e fortaleça ainda mais a luta das mulheres brasileiras”, disse a ministra Luciana Santos.
A reportagem de capa desta edição da Elas por Elas destaca a importância de trabalhar no ambiente escolar a pauta de gênero, como forma de prevenir situações de violência e buscar uma sociedade mais plural. “É urgente que as discussões sobre gênero sejam feitas de maneira cotidiana nas escolas. A educação é o chão da nossa sociedade presente e da nossa sociedade futura. Então quanto mais mecanismos a gente puder proporcionar para que os jovens e as crianças estejam bem informados e sejam capazes de identificar as situações de violência e de não reproduzir os comportamentos que foram ensinados a eles socialmente, mais saudável a nossa sociedade será”, ressaltou Laura Farias, presidenta do Movimento Popular da Mulher (MPM Belo Horizonte).


A revista também traz um ensaio fotográfico sobre mulheres que, em meio ao caos urbano, reinventam o cotidiano, cada uma com sua força própria. “A gente vive tempos em que o mundo parece desabar em ódio e pressa. E é nesse cenário que essas mulheres erguem suas pontes. Sustentam o humano no lugar exato onde o humano corre o risco de desaparecer. Olhar para elas é lembrar que a cidade ainda tem coração. Essas mulheres, pontes de afeto, engenheiras da esperança, sustentam o que o concreto não alcança: o que faz a vida valer a travessia”, diz o professor, fotógrafo e documentarista Richardson Pantone, em seu texto de abertura do ensaio fotográfico.
A publicação aborda ainda temas como a saúde mental feminina, a luta feminista pelo meio ambiente, a necessidade de regulação das big techs para proteger mulheres e meninas, o trabalho escravo doméstico feminino em Minas, entre outros assuntos.
Acesse a versão on-line da revista na íntegra: Elas por Elas | 15ª edição
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