
Uma trend misógina viralizou nas redes sociais recentemente, na qual homens simulam reações violentas contra mulheres, diante da recusa delas a algum tipo de relacionamento. Ao supostamente escutarem um “não”, eles reagem com agressões, socos, facadas ou tiros.
As simulações levaram a Polícia Federal a abrir um inquérito para investigar a trend, intitulada “caso ela diga não”, atendendo a um pedido da Advocacia Geral da União (AGU). Em nota, a corporação disse que “a apuração teve início após o recebimento de denúncia sobre publicações associadas a uma tendência que incentivaria esse tipo de prática [violência contra as mulheres]”.
“O Sinpro Minas manifesta seu mais veemente repúdio a essa trend. Ao transformar a recusa feminina em motivo de ameaça, intimidação ou agressão, esse tipo de conteúdo banaliza a violência de gênero e reforça estereótipos perigosos que historicamente colocam as mulheres em situação de vulnerabilidade. Não podemos silenciar diante de manifestações públicas que normalizam a misoginia e a ideia de que mulheres devem ser punidas por exercerem seu direito básico de escolha”, ressalta Valéria Morato, presidenta do Sinpro Minas.
Revista Elas por Elas
A mais recente edição da revista Elas por Elas (publicação de gênero do Sinpro Minas), lançada nessa sexta-feira (6/3), traz duas reportagens que tratam desse tema. A primeira aborda a urgência de regulamentação das big techs, com o objetivo de proteger as mulheres de ataques nas redes sociais. De acordo com a matéria, entre 2017 e 2022, a misoginia foi o crime de ódio que mais cresceu na internet brasileira.
Já a reportagem de capa da revista aborda a necessidade de discutir as pautas de gênero no ambiente escolar, como forma de prevenir situações de violência e de construir uma sociedade mais plural (clique aqui e acesse a publicação). Para a presidenta do Sinpro Minas, a difusão desse tipo de conteúdo nas redes sociais tem impacto direto na formação cultural de crianças, adolescentes e jovens. Segundo ela, quando comportamentos agressivos contra mulheres são apresentados como entretenimento, reforça-se um ambiente de naturalização da violência.
“Isso contradiz os valores de respeito de igualdade que devemos promover. Diante disso, reafirmamos nosso compromisso com a defesa da dignidade das mulheres, da educação para a igualdade de gênero e do combate a todas as formas de violência e discriminação”, destacou.
Pacto nacional
No início de fevereiro, os chefes dos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) lançaram o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio. A iniciativa prevê a atuação coordenada e permanente entre os Três Poderes, com o objetivo de prevenir a violência contra meninas e mulheres no Brasil. O país registra o triste e absurdo número de quatro vítimas e 10 tentativas de feminicídio por dia (clique aqui e acesse o site da iniciativa).
“Conclamamos a sociedade, as instituições educacionais e as próprias plataformas digitais a se posicionarem com responsabilidade, repudiando conteúdos que incentivem a misoginia e promovendo uma cultura baseada no respeito e na autonomia das mulheres. Também esperamos que os responsáveis por tais postagens sejam devidamente punidos, de acordo com o que prevê a legislação brasileira”, afirmou Valéria Morato.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Entidade filiada ao





O Sinpro Minas mantém um plantão de diretores/funcionários para prestar esclarecimentos aos professores sobre os seus direitos, orientá-los e receber denúncias de más condições de trabalho e de descumprimento da legislação trabalhista ou de Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)
O plantão funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
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