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30 anos da Lei da Anistia Política no Brasil

24 de agosto de 2009

 “… eu aprendi a luta

com o povo da minha terra,

eu aprendi a luta com o povo

na guerra,

e acima das cabeças

dos monstros de verde-oliva,

eu grito: venceremos!.”

Poema de Loreta Valadares, escrito na parede da cela.

Em nome de todas as mulheres que resistiram à ditadura e lutaram pela anistia em nosso país, o Sinpro Minas, o Movimento Popular da Mulher e a União Brasileira de Mulheres homenageiam:Ângela PezzuttiMembro de uma família de corajosos militantes, vivenciou de perto a repressão do regime militar. Teve grande atuação na luta contra a ditadura e pela anistia dos presos políticos. Foi vice-presidente do Movimento Feminino pela Anistia no Estado. Depois da Lei da Anistia, continuou apoiando os anistiados e ex-exilados. Atualmente, é funcionária aposentada da UFMG.

Conceição Imaculada de OliveiraPrimeira mulher diretora do Sindicato dos Metalúrgicos, na década de 60. Na luta contra a ditadura, foi detida e recolhida na penitenciária de mulheres em Belo Horizonte. Respondeu a processos, mas foi absolvida em 1970. Em 71, foi banida do país, trocada pelo embaixador suíço no Brasil. É metalúrgica aposentada e sindicalista.

Delsy Gonçalves de PaulaIniciou sua militância política na Juventude Estudantil Católica, na década de 60. Participou da Ação Popular e do movimento estudantil. Apoiou a organização da greve dos operários de Contagem em abril de 1969. Foi presa, torturada e viveu na clandestinidade. Anistiada, posteriormente, foi indenizada. É professora aposentada do curso de Serviço Social da PUC Minas.

Gilda Westin CosenzaPsicóloga, especializada em Educação Infantil, transferiu-se para o Rio de Janeiro após seu casamento com Henfil de Souza. Irmã de três presos políticos, abrigou em sua casa militantes perseguidos pela ditadura e, em sua “Creche Acalanto”, os filhos de presos e exilados. Através de visitas aos presídios, apoiou e vendeu artesanatos produzidos por prisioneiros políticos.

Gilse Westin CosenzaLíder estudantil nos anos de 1960, foi presa, torturada e forçada a viver 12 anos na clandestinidade. Anistiada política, tornou-se presidente da União Brasileira de Mulheres e do diretório municipal do PCdoB de Belo Horizonte. Coordenadora da Comissão de Anistiados Políticos de Minas Gerais, é conselheira do Movimento Popular da Mulher e referência na luta pelos Direitos Humanos.

Helena GrecoAos 60 anos, se engajou na luta contra a ditadura. Foi presidente e fundadora do Movimento Feminino pela Anistia, do Comitê Brasileiro de Anistia, em Minas Gerais e participou do Grupo Tortura Nunca Mais. Foi vereadora, de 1982 a 1992, e criou a primeira Comissão Permanente de Direitos Humanos na Câmara Municipal de Belo Horizonte. Fundou também o Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.

Inês Assunção de Castro TeixeiraEm busca de uma sociedade sem opressão ou desigualdade, foi militante da Ação Católica, do PT e PCdoB. Participou do Movimento Feminino pela Anistia, do movimento sindical dos professores, como presidente do Sinpro Minas. Bacharel em Ciências Sociais e pós-graduada em Educação, atualmente é professora da Faculdade de Educação da UFMG.   

       Lucília Regina de Souza MachadoComo militante dos movimentos estudantil, político e sindical, apoiou os perseguidos políticos e seus familiares. Quando começou a participar do Movimento Feminino pela Anistia, era professora da PUC Minas, mestranda em Educação e militante do PCdoB. Contribuiu na luta pela anistia de diversas formas, com assistência aos presos políticos, panfletagens e manifestações públicas. 

Maria Christina RodriguesMilitante partidária e feminista, lutou contra a ditadura militar e participou do Movimento Feminino pela Anistia em Minas. Tanto nas ruas como nas salas de aulas, segue lutando pela afirmação do estado de direito e pela emancipação da mulher. Foi diretora de Administração da Regional Pampulha, na Prefeitura de Belo Horizonte, durante a gestão de Célio de Castro. Atualmente, trabalha como assessora parlamentar da Câmara Municipal de Belo Horizonte.

Maria Helena Lacerda GodinhoDurante o regime militar, integrou a Ação Popular e viveu na clandestinidade. Foi presa três vezes: no ano de 1968, em Belo Horizonte; em 69, em São Paulo; e em 71, em Salvador. Participou do movimento pela Anistia e foi anistiada em 1979. Exerceu o cargo de professora de Serviço Social na PUC Minas. Atualmente trabalha no Observatório de Políticas Públicas da Universidade.

Magda Maria Bello de Almeida NevesNos anos 60, foi militante estudantil, membro da Juventude Estudantil Católica e da Juventude Universitária Católica, em Juiz de fora. Presa em 1971, como colaboradora da Ação Popular Marxista-leninista, foi expulsa do Mestrado de Ciência Política da UFMG, pelo Decreto 477/69. Participou da fundação do Movimento Feminino pela Anistia em Minas. É doutora em Sociologia pela USP e professora do Departamento de Sociologia da PUC Minas.

Maria Zélia Castilho de Souza RogedoComeçou sua militância na Juventude Estudantil Católica, na década de 60. Cursou Sociologia e militou na Ação Popular. Durante a ditadura, apoiou presos políticos e militantes na clandestinidade. Foi uma das fundadoras do Movimento Feminino pela Anistia em Minas e participou das lutas pela Constituinte. Foi também professora universitária. Atualmente, desenvolve atividades sobre justiça, paz e ecologia.

Nair Barbosa GuedesFoi militante do movimento estudantil e membro da Ação Popular. Nos quatro anos de exílio, terminou o curso de Serviço Social e participou do Comitê de Anistia França-Brasil, junto com sua família. Lutou pela democratização do país e pela Constituinte. Foi vereadora em Juiz de Fora pelo PCdoB. Hoje, é professora de Serviço Social da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Nair de AbreuComo refugiada política, recebeu asilo na Embaixada da Bélgica, no Chile, junto com sua família. Depois do golpe contra Alhende, acolheu e encaminhou militantes perseguidos para outras embaixadas. Após isso, viveu na Suécia, onde atuou em grupos de mulheres e na denúncia contra a ditadura. Com a Anistia, retornou ao Brasil em 1980, tendo lutado pela Constituinte. Participou da organização do Conselho Estadual da Mulher de Minas como conselheira.

Valéria Costa CoutoIrmã da guerrilheira Walkíria Afonso Costa, desaparecida na guerrilha do Araguaia, em 1974. É pedagoga, professora e membro da Comissão de Anistiados Políticos de Minas Gerais. Luta até hoje pela abertura dos arquivos do Araguaia.

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