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“Concessões de rádio e TV: quem manda é você”

5 de outubro de 2007

Manifestação exige democratização da mídia

 

Uma manifestação a favor da democratização da mídia tomou conta do centro de Belo Horizonte nesta sexta-feira (5). O ato começou por volta das 10 horas, na Praça da Liberdade, e seguiu em passeata até a Praça Sete.

Com gritos de ordem como “O povo é inteligente, quer mídia independente” e “O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”, representantes de movimentos sociais e sindicais exigiram democracia e transparência nas concessões de rádio e televisão no país. Os manifestantes criticaram também a censura imposta pelo governador Aécio Neves aos veículos de comunicação em Minas.

Em ato simbólico, edições da revista Veja – ‘porta palavra’ de um pequeno grupo de empresários que mantém o monopólio da informação e quer um Brasil atrasado – foram queimadas na Praça Sete. O Sinpro Minas também participou da manifestação com faixas, cartazes e panfletos.

As mobilizações se estenderão por todo o mês. Pretende-se realizar “julgamentos populares das programações de rádio e TV”. Entre 15 e 21 de outubro, várias entidades farão a “Semana pela Democratização da Comunicação”. O objetivo é pressionar o governo e cobrar mais rigor no processo de restabelecimento das concessões.

Em Minas, as atividades vão até a próxima terça-feira (9), com palestra na Casa dos Jornalistas e audiência pública na ALMG (Confira aqui a programação).

Pauta de reivindicações

Realizada na sexta-feira (5) nas ruas das principais capitais brasileiras, a manifestação, organizada por entidades que compõem a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) e organizações da sociedade civil, faz parte da campanha nacional por democracia e transparência nas concessões de rádio e tvs. Nesta sexta (5) expira o prazo das concessões das quatro maiores emissoras do país: Globo, Bandeirantes, SBT e Record, e, conforme tem ocorrido até hoje, elas têm sido renovadas automaticamente.

Nas manifestações por todo o país, as entidades reivindicaram a convocação de uma Conferência Nacional de Comunicação, ampla e democrática, o fim da renovação automática, com estabelecimentos de critérios democráticos e transparentes com base na Constituição, ações imediatas contra as irregularidades no uso das concessões e a instalação de uma comissão de acompanhamento das renovações, com participação efetiva da sociedade civil organizada, entre outras coisas (Clique aqui para ver a pauta de reivindicações completa).

Na quinta-feira (4), dirigentes sindicais e representantes de organizações da sociedade civil se reuniram com o presidente da Câmara Federal, Arlindo Chinaglia (PT), e entregaram a ele a pauta de reivindicações da campanha em defesa da democratização dos meios de comunicação. Na ocasião, foi solicitada também a instalação da CPI Abril-Telefónica.

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