Notícias

Ensino presencial volta a ser obrigatório em escolas de Minas

4 de novembro de 2021

A exceção é para os alunos que tenham condições de saúde de maior fragilidade à covid-19 comprovada com prescrição médica

O retorno às aulas presenciais volta a ser obrigatório nas escolas da rede pública e privada de ensino de Minas Gerais a partir desta quarta-feira (03). No último dia 22 de outubro, o governo do estado definiu que não é mais facultativa a pais e responsáveis a decisão sobre a presença dos estudantes nas instituições de ensino. A exceção é para os alunos que tenham condições de saúde de maior fragilidade à covid-19 comprovada com prescrição médica. 

Além disso acaba o novo protocolo sanitário para as aulas presenciais aprovado pelo Centro de Operações de Emergência de Saúde (Coes), da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), extingue o distanciamento adicional entre alunos. No entanto, permanecem vigentes as demais recomendações sanitárias, como o uso correto de máscaras cobrindo boca e nariz por todos, lavagem de mãos, etiqueta respiratória e a limpeza e manutenção frequente das instalações, bem como o rastreamento de contato com pessoas infectadas por covid-19 em combinação com isolamento e quarentena.

A coordenadora geral do sindicato dos professores, Denise Romano, reclama da falta de diálogo do governo com os profissionais. “Ponderações, as críticas que nós fazemos primeiro a falta de transparência do governo na divulgação de dados de contaminações em escolas estaduais que ocorreram nesse período desde a reabertura e o processo híbrido. Esses números nunca foram apresentados e o governo tem quantas escolas foram fechadas por catorze dias, quantas salas de aula, quantos turnos. Então o governo omite essas informações da população. Nós vemos sim com esse ato arbitrário do governo que não dialogou com ninguém”, contou.  

A presidente do Sindicato dos Professores da Rede Particular de Minas, Valéria Morato, avalia que as instituições têm cumprido os protocolos sanitários, mas pondera, preocupação com a obrigatoriedade do retorno presencial. “Nós consideramos que aqueles estudantes assim como os professores que tiverem comorbidades muito graves e que estiverem a necessidade aí através de um atestado médico de permanecer em casa, ele precisa ser respeitado ainda. Agora a nossa avaliação é que o retorno presencial de todos é possível desde que estejam aí sendo cumpridos os protocolos sanitários e além disso que seja cobrada a apresentação do cartão de vacina”, opinou. 

Já a deputada Beatriz Cerqueira (PT), que é presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, entrou com uma ação para impedir a retomada das presenciais em Minas. “Esse retorno obrigatório pode colocar em risco a crianças e suas famílias. Isso porque nós continuamos numa pandemia. O retorno obrigatório exclui qualquer medida de prevenção que nós adotamos nos últimos dois anos, provoca aglomeração, não haverá máscara e nem álcool em gel suficiente, não teve nem para os próprios profissionais que já retornaram. Não faz sentido no final do ano letivo o governo impor as famílias esse retorno de modo que elas não tenham a opção de permanecer na educação híbrida, nesse formato também virtual. Então por isso nós ajuizamos essa ação popular para atender aí o apelo de muita gente que vê com preocupação, várias mães me disseram que não vão enviar seus filhos”, explicou.  

Em nota a Secretaria Estadual de Educação afirma que ainda não foi notificada pela justiça sobre a ação popular impetrada pela parlamentar. A pasta esclarece que a retomada das atividades presenciais nas escolas ocorre de forma consciente e segura com base nos protocolos sanitários da Secretaria Estadual de Saúde.

Ouça na íntegra a reportagem da Rádio Itatiaia:

COMENTÁRIO

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Categorias

Artigo
Ciência
COVID-19
Cultura
Direitos
Educação
Entrevista
Geral
Mundo
Opinião
Política
Programa Extra-Classe
Publicações
Rádio Sinpro Minas
Saúde
Sinpro em Movimento
Trabalho

Regionais

Barbacena
Betim
Cataguases
Coronel Fabriciano
Divinópolis
Governador Valadares
Montes Claros
Paracatu
Patos de Minas
Poços de Caldas
Ponte Nova
Pouso Alegre
Sete Lagoas
Teófilo Otoni
Uberaba
Uberlândia
Varginha