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Inep perde 31 coordenadores do Enem a menos de duas semanas do exame

Decisões do presidente do instituto, consideradas não técnicas, e assédio moral provocam demissão de servidores essenciais ao Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que já foi motivo de orgulho no sistema público de educação, sofre mais um revés. Na última semana, 31 servidores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) pediram exoneração. Só hoje (8) foram 29. Desses, 27 trabalham em áreas diretamente ligadas ao Enem e 22 são coordenadores. O exame será aplicado nos dias 21 e 28 de novembro, mas são esperadas outras baixas de servidores do Inep ligados ao Enem nos próximos dias.

Os pedidos de demissão coletiva seriam uma forma de pressionar pela saída do atual presidente do Inep, Danilo Dupas, segundo informa o UOL. Em carta enviada pelos demissionários aos diretores do Inep, os servidores justificaram a entrega dos cargos falando em “fragilidade”. E explicam: “Não se trata de posição ideológica ou de cunho sindical. A despeito das dificuldades relatadas, reafirmo o compromisso com a sociedade de manter empenho com as atividades técnicas relacionadas às metas institucionais estabelecidas em 2021”, informa o texto assinado por “servidores públicos federais”.

À reportagem, pessoas ligadas ao Inep explicaram que os pedidos de demissão estão relacionados a decisões tomadas por Dupas sem justificativa técnica. Os servidores também mencionam casos de assédio moral.

Presidente sem experiência

Desde o início do governo de Jair Bolsonaro, Dupas é o quarto presidente a assumir o Inep e um dos mais criticados. Assim como os demais, não tem experiência na área. Essa situação, que fragiliza o Enem, não aconteceu em governos anteriores.

Segundo o UOL, o presidente da Frente Parlamentar Mista da Educação, deputado federal professor Israel Batista (PV-DF), está protocolando na Comissão de Educação da Câmara um requerimento para convocar o presidente do Inep. Além disso, pedirá informações ao MEC e ao Inep sobre o caso.

Apesar de a prova do Enem estar pronta, a reportagem informa que a demissão desses servidores do Inep pode atrapalhar todos os processos pós exame. Também ameaça o cronograma para a edição de 2022, que começaria a ser feito nas próximas semanas. A lista de demissões inclui o coordenador de Exames para Certificação, o de Logística de Aplicação, profissionais ligados à fiscalização do cumprimento do contrato do Enem nos dias de aplicação. E funcionários que cuidavam do recebimento da base de dados que servirá para divulgar as notas dos participantes.

A Associação dos Servidores do Inep (Assinep) divulgou nota lamentando a postura da alta gestão do Inep. E afirma ser necessária “atuação urgente do MEC e do governo federal” para reduzir riscos à sociedade. Em assembleia organizada pela associação, na semana passada, funcionários denunciaram assédio moral e reclamaram da má gestão. “Segundo apurou o UOL, ele não teria lido as perguntas do exame e também deixado seu nome de fora das pessoas que podem ser acionadas em caso de problemas durante a aplicação. Ambas as situações, em gestões passadas, tiveram a atuação do presidente do Inep.”

Fonte: Rede Brasil Atual

Foto: EBC

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