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Manifestações pelo mundo condenam Israel

14 de janeiro de 2009

Milhares de pessoas foram às ruas no sábado (10/01), em várias cidades do mundo, para protestar contra a criminosa ação israelense na Faixa de Gaza. No Brasil, os protestos aconteceram em São Paulo no domingo (11/01), e na terça (13/01), em Porto Alegre.  Após 18 dias de ofensiva militar, o número de mortos no conflito já chega a 935. Na quinta-feira (15/01), é a vez dos belo-horizontinos demonstrarem seu apoio ao povo palestino. O ato de solidariedade será às 15h na Praça Afonso Arinos, no centro da cidade.Em São Paulo, a passeata reuniu cerca de 7 mil pessoas. Os manifestantes carregavam imagens do genocídio
palestino, pedindo empenho total do governo brasileiro, e de todas as
nações, pela paz na região. Participaram partidos políticos, entidades sindicais, estudantis, populares, comunitárias e grande representação da comunidade árabe palestina. “Estamos percebendo que a medida que o massacre se intensifica, também se ampliam e se multiplicam os atos de protesto”, afirmou Nivaldo Santana, vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).Nivaldo destacou o caráter das ações e o crescente isolamento do Estado de Israel . ”O governo de Israel sofre forte repúdio de diferentes segmentos da sociedade. As mobilizações ocorrem em todo o mundo e vai se formando uma consciência universal contra as práticas terroristas do Estado israelense e seu principal aliado, os EUA.”  Alli Ahmad Majdoub, da UNI (União Nacional das Entidades Islâmicas) e presidente da Uemb (União dos Estudantes Muçulmanos do Brasil), criticou a mídia. O que se assiste não é uma guerra, mas um genocídio feito por Israel que nunca cumpriu os acordos diplomáticos, nem as leis pactuadas entre países em guerra ”, disse.“Paz não vem sem justiça. Tem de haver um Estado palestino, onde passam viver os muçulmanos, os cristãos e os judeus. O Brasil serve de exemplo, porque acolhe todos os povos e aqui todo mundo vive em paz”, defendeu o libanês naturalizado brasileiro, Jamal Mourad.Para Alli, a tendência é que a indignação mundial só aumente. ”Os ataques contínuos, sem cessar-fogo, estão impedindo qualquer ajuda humanitária. Estamos vendo nossos irmãos morrerem sem ao menos terem o direito de serem enterrados”, relatou. ”Todos sabemos que na Faixa de Gaza as condições de vida da população são miseráveis assim como as da maioria da população daqui. O que vemos nesta passeata nada mais é do que a unificação dos movimentos sociais em uma bandeira que é universal: a defesa do direito à vida”, afirmou Ângela Aparecida da Silva, da Central dos Movimentos Populares (CMP).Luta universalNo Reino Unido, grupos pacifistas e de solidariedade aos palestinos organizaram protestos em seis cidades, incluindo, Londres. Em Edimburgo, cerca de 300 sapatos foram atirados por manifestantes contra o consulado dos Estados Unidos. Os manifestantes pediam uma postura mais forte do governo britânico na condenação dos ataques.Na França, as manifestações pelo país reuniram mais de 120 mil pessoas — sendo 30 mil na capital, Paris. Várias personalidades dos partidos de esquerda participaram dos protestos, ao lado da delegada da Palestina na França, Hind Koury, que exigiu da ONU a imposição de “sanções contra o governo de Israel”.Foi em Paris que se gritou: “Somos todos crianças de Gaza”. As pessoas chegaram a se deitar no chão, pedindo paz. Os protestos espalharam-se por todas as principais cidades da França, como Lille (com 10 mil pessoas), Lyon (5 mil), Marselha e Lille (4 mil em cada uma).Na Itália, milhares de pessoas — incluindo palestinos que vivem no país — protestaram nas cidades de Milão, Turim e Veneza contra a operação militar em Gaza. Na Alemanha, cerca de 24 mil manifestantes protestaram em diferentes cidades, incluindo Duisburgo, onde 10 mil pessoas — a maioria da comunidade turca — foram às ruas. Houve protestos também na capital Berlim — onde mais de 8 mil pessoas fizeram uma passeata — e em outras quatro cidades.As populações de Atenas, Budapeste e Sarajevo também fizeram protestos contra a ação israelense em Gaza. Na capital grega, manifestantes seguravam fotografias de crianças palestinas feridas pelos bombardeios israelenses. Em Barcelona (Espanha), 30 mil foram às ruas protestar.Em Argel (Argélia), cerca de 60 mil manifestantes protestavam no bairro de elite El Biar, onde estão as embaixadas dos Estados Unidos e do Egito — alvo de crítica no mundo islâmico, que acusa o Cairo de conivência com a ação israelense. Houve protestos ainda na Malásia, Áustria, Suíça, Suécia, Noruega, Austrália e Líbano. Com VermelhoFoto: Luciana Borba

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