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Presidentes sul-americanos declaram apoio a Evo Morales

16 de setembro de 2008

Santiago (Chile) – Os presidentes dos países da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) manifestaram, durante a reunião em Santiago (Chile) nessa segunda-feira (15), a intenção de manter a convivência pacífica e democrática na América Latina. O encontro, no Palácio de La Moneda, durou cerca de cinco horas e meia.

Eles manifestaram apoio ao governo do presidente Evo Morales. “Nao existe, em circunstância alguma, violação dos direitos humanos e especialmente à vida para conseguir um objetivo político”, afirmou a presidente do Chile, Michelle Bachellet, ao justificar o apoio ao governo boliviano, “cujo mandato foi fortificado por ampla maioria em recente referendo”.

Na Declaração do Palácio de La Moneda, aprovada por unanimidade, os presidentes pedem a conciliação da Bolívia, condenam a morte dos camponeses no departamento (estado) de Pando e acolhem o pedido do governo boliviano para o envio de uma missão da Unasul encarregada de investigar o ataque.

O documento foi firmado pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Tabaré Vázquez (Uruguai), Evo Morales (Bolívia), Cristina Kirchner (Argentina), Fernando Lugo (Paraguai), Alvaro Uribe (Colômbia), Rafael Correa (Equador), Hugo Chávez (Venezuela) e Michelle Bachelet, que exerce a presidência rotativa da Unasul.

Ao final da reunião, o presidente Evo Morales agradeceu aos países sul-americanos e deixou claro que não haverá nenhuma tentativa de golpe civil ou de divisão territorial da Bolívia. “O que temos passado nestes dias é algo antidemocrático e uma violência aos direitos humanos. É importante ter opositores, mas com uma posição de propostas e não com violência”, afirmou.

Morales disse ainda que pela primeira vez os países da América do Sul estão tratando os problemas sozinhos ou com a ajuda de nações vizinhas.   “Antes, tudo era tratado pelos Estados Unidos. Agora, queremos reinvindicar aos americanos com a Unasul”, disse.

Abaixo, os principais pontos da Declaração de La Moneda, considerando que o tratado da Unasul, constituído em Brasília em maio, prevê os princípios da soberania e da democracia em suas instituições:

1. Os governos expressam apoio ao governo constitucional do presidente Evo Morales, cujo mandato foi ratificado por uma ampla maioria no último referendo;2. Os governos proíbem e rejeitam qualquer situação que demonstre golpe civil, ou ruptura da ordem institucional, ou que comprometa a integridade territorial da Bolívia;3. Os governos condenam o ataque das instalações do governo e a violência pública por parte dos grupos que queiram desestabilizar a democracia boliviana, exigindo a desocupação das instalações como condição para o início do diálogo;4. Os governos pedem a todas as autoridades políticas e aos grupos sociais que parem imediatamente as ações de violência, intimidação ou desacato à Constituição e à ordem política, 5. Os governos condenam os ataques em Pando e pedem que seja criada uma comissão da Unasul para cobrar uma investigação do caso;6. Os governos pedem que seja mantida a integridade social do país e rejeita qualquer tipo de ação que vá contra o Estado.7. Os governos pedem uma ação para restabelecer a paz na Bolívia e respeitar o estado de direito a que todos têm direito.8. Os governos consentem em criar uma comissão aberta a todos os membros para acompanhar os trabalhos de conciliação do governo da Bolívia e também em dar assistência ao governo e ao povo boliviano com recursos humanos especializados.

Fonte: Agência BrasilMaria Eugênia Castilho Enviada especial


Na América do Sul, as populações indígenas da Bolívia e do Equador se destacam pela atuação política. Esses povos têm em comum a luta pelos seus direitos

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