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Sinpro Minas participa de seminário sobre trabalho docente

29 de abril de 2010

A pesquisa O Trabalho e os agravos à saúde dos professores da rede privada de ensino de Minas Gerais, realizada pelo Sinpro Minas, em parceria com a Fundacentro, foi apresentada pela diretora do sindicato Maria das Graças de Oliveira no Seminário Internacional para Discussão de Pesquisas, promovido pela Rede de Pesquisadores sobre Associativismo e Sindicalismo dos Trabalhadores em Educação. O evento, realizado nos dias 21, 22 e 23 de abril, no Rio de Janeiro, reuniu pesquisadores do Brasil e de vários países, entre eles EUA, México, Chile, Peru, Colômbia, Equador, Portugal. 

Para a professora Maria das Graças (na foto, ao centro), a educação é fundamental para o desenvolvimento de qualquer país, sendo uma realidade a expansão do setor, tanto na área pública quanto privada. “Diante disso, cresce a necessidade de conhecer as condições de trabalho e saúde dos professores e as associações e sindicatos presentes no setor, e uma rede de pesquisadores nesse campo é de suma importância”, afirma. Segundo ela, o seminário foi rico na troca de experiências e discussões no campo do trabalho docente e sindicalismo.  Membro da Rede de Pesquisadores e uma das palestrantes, Márcia Ferreira, professora da Universidade Federal de Pelotas, comenta que a área da saúde dos trabalhadores em educação carece de pesquisas, assim como há poucos estudos sobre o trabalho nas escolas privadas. “Essa é uma área que está para ser construída, até porque é difícil estudar as escolas privadas, pois essas instituições não permitem o trabalho dos pesquisadores”. Comparação entre o sindicalismo docenteA rede de pesquisadores sobre sindicalismo e educação nasceu diante da percepção de que havia muitas pesquisas, mas poucos espaços de troca de experiências, explica Julian Gindin, doutorando em sociologia e um dos organizadores do seminário. Em sua tese, ele faz uma comparação entre o sindicalismo docente entre Argentina, Brasil e México.  “Há situações muito diferentes na América latina. Num extremo estão sindicatos muito poderosos, vinculados a uma estrutura sindical estatal, como o caso mexicano, em que a filiação é obrigatória, e não é possível sair. Imagina o poder que esse sindicato tem? Há diferenças de estruturas e de tradição sindical e há problemas conjunturais, além de não ser a mesma coisa ter um sindicato de direita ou de esquerda”, analisa. Na avaliação do professor e pesquisador Miguel Angel, da Universidade do Pilar, no Paraguai, há um projeto global na educação, com características semelhantes em vários países, que se revela por meio da linguagem presente no cotidiano escolar. “A gente está começando a usar uma linguagem totalmente diferente, que vem do mundo empresarial, como gestão da aula, planejamento estratégico, estratégia de aprendizagem, etc. Através dessa linguagem está ocorrendo um processo pedagógico totalmente diferente daquele que a gente trabalhou muito duramente, com valores e emancipação do conhecimento”, disse. Segundo ele, no Paraguai, as pesquisas na área de educação ainda são escassas. Na mesa sobre sindicalismo na educação e a agenda de pesquisa internacional, além dos representantes do México e dos Estados Unidos, falou o professor Manuel Tavares, de Portugal, que abordou as reformas educacionais em seu país. “Nas décadas de 70, 80 e 90, os sindicatos de professores tiveram um papel determinante para as políticas educacionais”, afirmou. Segundo ele, a crise na educação hoje tem relação com os “ataques ferozes aos professores”. Em Portugal, 80% das escolas foram privatizadas por meio de uma empresa gerida pelo setor privado com capital público. “O problema da educação é global e as lutas precisam ser globais”, sentencia. As experiências e pesquisas dos participantes foram apresentadas em comissões de trabalho divididas em seis eixos: sindicalismo e educação; trabalho docente e organização coletiva; participação e sindicatos de trabalhadores em educação; associações tradicionais de professores; raça gênero e sindicalismo docente; e experiências das organizações de trabalhadores em educação. Os interessados em conhecer a rede podem acessar www.nupet.iuperj.br.

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