
Em assembleia realizada nesta sexta-feira (17/7), os professores e professoras na Unifemm decidiram, por unanimidade, rejeitar a proposta apresentada pela direção da instituição de ensino e manter a greve da categoria, iniciada em 9 de julho.
A proposta da Unifemm previa apenas um prazo de 90 dias para apresentar uma possível solução de regularização das pendências trabalhistas. Os/as docentes consideraram a medida insuficiente, diante da gravidade da situação, que inclui mais de 13 meses de salários em atraso, além de férias, 13º salário, FGTS e INSS pendentes.
“Essa proposta soou profundamente desrespeitosa. Pediu que retornássemos ao trabalho por amor à profissão, mas, em nenhum momento, apresentou algo concreto, com valores, prazos e garantias reais”, destacaram os/as professores/as, em nota enviada à comunidade escolar.
Como contraproposta, aprovada na assembleia, os/as professores/as reivindicam o pagamento de três salários atrasados até o final de julho, a quitação em dia do salário dos próximos meses, acrescida do pagamento de mais um vencimento em atraso, além do pagamento das férias e do 13º salário. Também exigem estabilidade no emprego até o final de 2027 para todos os/as docentes que aderiram à paralisação, garantindo que não haja qualquer retaliação ao movimento.
A greve foi deflagrada após meses de tentativas de negociação sem resultados. Em carta aberta à comunidade de Sete Lagoas, os/as docentes afirmam que a paralisação foi uma decisão difícil, mas necessária diante do descumprimento reiterado de direitos trabalhistas. Eles/as reforçam que desejam retornar às salas de aula o quanto antes, desde que a direção da instituição de ensino apresente uma proposta concreta para regularizar a situação e garantir os direitos da categoria.
Na assembleia, os/as professores/as também elegeram o representante sindical na instituição de ensino. Os documentos com as decisões da categoria foram protocolados pelo Sinpro Minas na secretaria da Unifemm, na tarde desta sexta-feira (17/7) (foto abaixo).


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O Sinpro Minas mantém um plantão de diretores/funcionários para prestar esclarecimentos aos professores sobre os seus direitos, orientá-los e receber denúncias de más condições de trabalho e de descumprimento da legislação trabalhista ou de Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)
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