Notícias

30 mil trabalhadores reivindicam mais empregos e redução da jornada de trabalho

6 de dezembro de 2007

Cerca de 30 mil pessoas participaram, nessa quarta-feira (5), em Brasília, da 4ª Marcha da Classe Trabalhadora. A manifestação, considerada pelos organizadores a maior de todas, saiu pela manhã do estacionamento do Estádio Mané Garrincha, e fez um percurso de três horas até a Esplanada dos Ministérios, onde houve um ato político. Professores e diretores do Sinpro Minas também participaram da manifestação.

Os trabalhadores reivindicaram a redução da jornada de trabalho, mais e melhores empregos e o fortalecimento da seguridade social e das políticas públicas. Conforme estudo do Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas (Dieese), se a jornada de trabalho fosse reduzida de 40 para 36 horas semanais, como reivindica a Marcha, seriam criados, de imediato, cerca de 2,5 milhões de postos de trabalho, reduzindo o desemprego. 

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT), esteve presente ao ato e recebeu o documento elaborado pelas centrais, com as reivindicações dos trabalhadores. Segundo o documento, “a redução constitucional da jornada de trabalho é um elemento de partilha dos ganhos do crescimento econômico que levam ao desenvolvimento, por meio da geração de emprego e melhora na renda e na qualidade de vida”.

As sugestões feitas no documento incluem jornada semanal inferior à estabelecida em lei para os jovens trabalhadores estudantes como garantia da formação educacional integral; definição, na legislação, de jornada máxima anual, respeitando os limites legais das jornadas diária e semanal e jornadas especiais para os turnos de revezamento.

Hora-extraO documento também faz proposta de limitação da hora-extra, com mudança do artigo 59 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), coibindo o uso da jornada extraordinária e aumentando a sua remuneração sobre o valor da hora normal, além da eliminação do banco de horas com a revogação do artigo 6º da Lei 9.601, de janeiro de 1998. 

As centrais sindicais propõem ainda combater a precarização do trabalho, proibindo a terceirização na atividade-fim e garantindo aos terceirizados os benefícios sociais, trabalhistas e previdenciários dos demais trabalhadores. Para isso, elas querem uma legislação que regule a terceirização, além de mecanismos de penalização, em caso de descumprimento da lei. A manifestação foi promovida pela CUT, Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central e a própria Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), que está em processo de formação e será fundada em congresso nos dias 12, 13 e 14 de dezembro, em Belo Horizonte.  

No início da noite, cerca de 200 dirigentes sindicais foram recebidos pelo presidente Lula, no Palácio do Planalto. Na oportunidade, Lula anunciou que deverá enviar ao Congresso Nacional a regulamentação das Convenções 151 e 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O presidente também recebeu dos sindicalistas o documento com as reivindicações dos trabalhadores.

Com Vermelho

COMENTÁRIO

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Categorias

Artigo
Ciência
COVID-19
Cultura
Direitos
Educação
Entrevista
Eventos
Geral
Mundo
Opinião
Política
Programa Extra-Classe
Publicações
Rádio Sinpro Minas
Saúde
Sinpro em Movimento
Trabalho

Regionais

Barbacena
Betim
Cataguases
Coronel Fabriciano
Divinópolis
Governador Valadares
Montes Claros
Paracatu
Patos de Minas
Poços de Caldas
Pouso Alegre
Sete Lagoas
Uberaba
Uberlândia
Varginha