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30 milhões em todo o mundo. Assim é a escravidão moderna

12 de dezembro de 2013

No
conceito de “escravidão moderna” integram-se, entre outros, a trata de pessoas,
os matrimônios forçados, a venda e a exploração de crianças e a servidão sexual
ou doméstica como pagamento de dívidas. As vítimas têm sua liberdade negada e
são usadas, controladas e exploradas por outra pessoa com fins de lucro, sexo
ou, simplesmente, pela emoção da dominação.

Quantos escravos existem?

Segundo o Índice Mundial de Escravidão da ONG
australiana Walk Free Foudation, no mundo há 29,8 milhões de novos escravos. No
entanto, essa realidade é pouco conhecida e permanece oculta em casas de zonas
residenciais e também em lugares de trabalho.

Como chegam a essa situação?

No oeste africano e no sudeste asiático, perpetuam-se
sistemas de “escravidão hereditária”. Em outras zonas, as vítimas são
sequestradas e vendidas para trabalhos ou matrimônios forçados. Um terceiro
grupo tem sido enganado com promessas de uma educação ou um trabalho melhor. A
China, o Paquistão, a Nigéria, a Etiópia e a Rússia registram os maiores
níveis.

Europa

Os países da Europa Ocidental têm o menor risco
geral de escravidão. No entanto, a dificuldade atual para reunir recursos
suficientes impede que seja completamente erradicada. No Reino Unido, com uma
das cifras mais baixas, distintas estimativas asseguram que há maios de 4.000
pessoas nessa situação. Na Bulgária e na Romênia, ao contrário, são detectados “milhares
de casos”.

América, Canadá e Estados Unidos

Com uma forte demanda de mão de obra barata, são os
destinos principais para a trata de pessoas. O México é um importante país de
trânsito para os sul-americanos e centro-americanos que tentam entrar nos
Estados Unidos. Os países da bacia do Caribe mostram, com exceção do Haiti, um
menor nível de risco de violações de direitos que a maioria dos países
latino-americanos.

Ásia

A Índia é o lugar com maior índice de escravidão
moderna. E, enquanto a Austrália e na Nova Zelândia apenas há risco, no
Paquistão e na Tailândia, este é muito alto.

Os novos grilhões

As “cadeias” da nova escravidão nem sempre são
físicas. O medo, o isolamento e as dívidas são usados para reter uma pessoa
contra sua vontade.

Por ONG/ Walk Free
Foundation
Tradução:
ADITAL

****

Fotos:
7 tipos de escravidão moderna

Pensavas
que a escravidão era coisa do passado? A organização internacional
Anti-Slavery, cataloga assim as novas formas de escravidão.
TRABALHO EM CONDIÇÕES DE SERVIDÃO

Pelo menos 20 milhões de pessoas em todo o mundo
se veem obrigadas a trabalhar durante longas jornadas, sete dias por
semana, 365 dias ao ano. Como “pagamento” por seu trabalho, recebem
alimentação e alojamento básicos.

TRABALHO FORÇADO

Refere-se, principalmente, a crianças que são
captadas ilegalmente por governos, partidos políticos ou indivíduos
particulares e são obrigados a trabalhar.

TRABALHO INFANTIL

As piores formas de trabalho infantil se referem a crianças que trabalham em condições de exploração ou de risco.

PROSTITUIÇÃO INFANTIL

Exploram crianças por seu valor comercial
mediante a prostituição, a trata e a pornografia. Em geral, são
sequestradas, compradas ou vendidas; ou são obrigadas a ingressar no
mercado do sexo.

TRATA

A Trata
implica no transporte e/ou no comércio de seres humanos, usualmente mulheres ou crianças, com fins de lucro.

MATRIMÔNIO FORÇADO

O matrimônio precoce e o matrimônio forçado
afetam mulheres e garotas, que são obrigadas a casar-se, sem que possam
eleger seus futuros esposos.

ESCRAVIDÃO TRADICIONAL

A
escravidão tradicional ou “propriedade pessoal” implica na compra e venda de
pessoas.

[Fuente: AM – Querétaro – amqueretaro.com/]

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