
O crime cometido contra uma trabalhadora doméstica no Maranhão, chocou o país na última semana. A jovem de 19 anos, negra e grávida de 6 meses foi torturada pela patroa e por um policial militar. Ambos estão sendo investigados por tentativa de homicídio triplamente qualificado, tortura, cárcere privado, calúnia e difamação.
O motivo foi a suspeita de furto de um anel, posteriormente encontrado em um cesto de roupa suja. Não houve prisão em flagrante, mesmo com a trabalhadora ferida. Na certeza da impunidade, a patroa, Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, chegou a enviar áudios a conhecidos narrando o crime em tom de deboche.
A advogada trabalhista do Sinpro Minas, Sanny Carla Simões, falou sobre o caso no programa Acesso Livre, da Rádio UFMG Educativa. Sanny é membra do Movimento Negro Unificado, diretora de Inclusão e Diversidade da OAB Subseção Barro Preto e conselheira suplente do Conselho Municipal de Igualdade Racial.
Para Sanny, o crime é estarrecedor, mas ela considera que ainda mais escandalosa é a postura conivente do Estado. “A empregadora já foi condenada em 2025 por uma falsa acusação contra uma outra trabalhadora. O valor fixado pelo judiciário não cumpriu sua função compensatória, não reparou a vítima. É preciso indenizar para reparar e para proibir que o empregador cometa esse crime novamente. Se a punição tivesse sido exemplar no primeiro caso, nós não teríamos novamente. E, dessa vez, pior, porque houve agressões.”
Para ela, as falhas também são institucionais. “Se as instituições não barrarem e não estiverem à frente da sociedade, nós não temos como acabar com esse tipo de violência.”
Para ela, os casos de agressão a trabalhadoras domésticas são subnotificados, e que o caminho para mudar isso passa por combater a exploração trabalhista. “Muitas delas acreditam que o lugar delas é aquele e que elas não podem denunciar, que a posição que ocupam na sociedade não dá direito à denúncia. É muito complexo, é um trabalho que tem que ser feito com essa categoria no judiciário, através da entidade sindical, das associações, trazendo esclarecimento. Quanto menos esclarecimento, maior o poder do empregador sobre a categoria.”
Confira a entrevista na íntegra aqui.
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