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Apesar da retomada, recurso para saúde pública ainda não chega a 4% do PIB, aponta especialista

4 de janeiro de 2024

Por Brasil de Fato

O ano de 2023 começou com o Brasil em situação alarmante nos índices gerais de vacinação. Segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a taxa de imunização despencou de mais de 90% para cerca de 70%. O resultado colocou o país entre as dez nações com menor cobertura vacinal do mundo.

Esse foi apenas um dos problemas do cenário deixado pelo governo de Jair Bolsonaro, que, na época, também deixou o menor orçamento da história para o setor da saúde. O governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu reverter as perdas de recurso com a PEC da Transição e pouco mais de um ano depois retomar os níveis de vacinação do país com Movimento Nacional pela Vacinação.

A edição o programa de rádio Bem Viver desta quarta-feira (3) traz uma retrospectiva da retomada do investimento nas políticas de saúde do primeiro ano do governo Lula.

Além das ações para conter as crises na saúde indígena e na vacinação, o governo recriou programas que estavam suspensos e investimentos em áreas que foram deixadas de lado pela gestão anterior. Nessa lista estão o Mais Médicos, o Farmácia Popular, a Rede Cegonha e o Brasil Sorridente, entre outros. Mas a retomada ainda não é suficiente para reverter as perdas recentes e a falta de financiamento histórica.

Segundo uma pesquisa do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde e da associação Umane, o dinheiro destinado para o setor sofreu queda de 64% entre 2013 e 2023. O levantamento, publicado em maio, já levava em consideração o que era previsto para o ano passado.

Evelyn Santos, gerente de parcerias e novos projetos da Umane, organização da sociedade civil que apoia iniciativas em saúde pública, afirma que a falta de investimentos atinge principalmente populações periféricas e vulneráveis, como mulheres, crianças, pessoas negras e indígenas. Ela defende a necessidade de mais recursos, principalmente para a atenção básica, considerada primordial para os fatores determinantes da saúde.

“Nós fazemos muito com muito pouco. Se olharmos o quanto do PIB é gasto em saúde no Brasil, estamos em linha com os países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), bem desenvolvidos se comparáveis conosco. Agora, quando olhamos quanto por cento disso é gasto público, ou seja, saúde pública – que atende 100% da população em vários serviços e grande parte da população também na assistência – vamos que não chega a 4%”, afirma ela.

O conteúdo completo da entrevista pode ser acessado no áudio que acompanha esta reportagem.

Ouça o áudio:

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