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Assembleia de professores do Sesi rejeita proposta patronal abaixo do INPC

24 de maio de 2021

Na tarde do último sábado, 21/05, os/as professores/as das escolas do Sesi em todo o estado se reuniram em assembleia com o Sinpro Minas.

Na oportunidade, os/as docentes, além das deliberações atinentes à campanha reivindicatória do ano, relataram a exaustão das demandas do trabalho remoto e a sobrecarga com a exigência de cursos e reuniões, cobrados pelas direções das escolas. Foi unânime a percepção dessa sobrecarga para além das atividades extraclasse e que configuram, de fato, horas-extra não pagas, em muitas unidades das escolas do Sesi.

Outro fato, salientado pelos/as presentes, foi o grande investimento que todos/as os/as professores/as fizeram em maquinários e internet, às suas próprias expensas, para manter as atividades das escolas e a qualidade das suas aulas, sem terem tido sequer a recomposição inflacionária do ano de 2020 – o que nem seria um reajuste salarial de fato.

No que tange ao debate da nossa pauta de reivindicações deste ano de 2021, a proposta da FIEMG é a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho em vigência, com algumas alterações. Na cláusula da homologação da resilição (diminuição de carga horária), a proposta patronal pede uma dilatação maior no prazo, tendo em vista a dificuldade no período da pandemia. Propõe, também, alteração na cláusula que trata do/a aposentando/a, deixando a comunicação da situação de pré-aposentadoria a cargo do/a professor/a, sob pena de perder direitos da condição.

Com relação à dilatação do prazo da homologação da resilição, o coletivo dos/as professores/as em assembleia, em princípio, não viu problemas. A proposta de alteração da cláusula sobre o aposentando/a, porém, traz muitas dificuldades uma vez que muitos/as professores/as trabalham em mais de um estabelecimento e, até mesmo, em mais de uma rede, dificultando sua percepção da contagem de tempo de serviço. Outro problema levantado foi a dificuldade de obtenção de um retorno rápido pelos órgãos do INSS.

Já para as cláusulas econômicas, a proposta da FIEMG ficou muito abaixo das expectativas e da realidade da inflação e dos gastos dos/as professores/as com as aulas remotas. A proposta patronal é de 3% de reajuste somente a partir de outubro, sem retroativo, com abono de 40% apenas no mês posterior à assinatura do acordo. É sabido que o INPC para o período de negociação ficou em torno de 7,5%, sendo que o índice representa apenas restituição do poder de compra dos salários e não aumento real dos mesmos. Também, o abono não se incorpora ao salário, sendo apenas um paliativo que não reconstitui perdas.

Depois de muito debate, os/as professores/as deliberaram pela rejeição da proposta patronal e pela autorização ao Sinpro Minas para que siga nas negociações em torno da nossa pauta. Nova reunião de negociação está agendada para a semana e nova assembleia com a categoria será convocada em breve.

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