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Assembleia de professores no dia 15 de abril

29 de março de 2014

Em assembleia na sede do Sinpro Minas, neste sábado, 29 de março, os professores da rede particular de ensino, por unanimidade, reafirmaram  a pauta de reivindicações da categoria, conforme descrita abaixo.

O sindicato dos donos de escolas, Sinep-MG, não aceitou a pauta de reivindicação apresentada pelo Sinpro no início deste ano, mas as rodadas de negociação continuam. Os patrões rejeitam a reivindicação de aumento salarial dos professores e insistem em fazer o reajuste baseado apenas  no índice do INPC, que é menor que 6%.  “Os patrões aumentaram de 6% a 12% a  mensalidade dos alunos em 2014,  alegando para os pais dos estudantes que teriam que repassar este índice para o salário dos professores. E, agora, rejeitam o índice que pleiteamos. Vamos continuar nossa mobilização para cobrar mais valorização para a categoria”, afirma a vice-presidente do Sinpro, Valéria Morato.

Para o presidente do Sinpro, Gilson Reis, o resultado da assembleia vai fortalecer  a campanha reivindicatória. “A escola particular vive um momento de expansão com condições suficientes para adequar  o salário dos professores de acordo com seus lucros. Agora, é importante que toda a categoria participe do processo de mobilização nas escolas e também da próxima assembleia, no dia 15 de abril. A diretoria do sindicato vai continuar visitando as escolas e conscientizando também alunos e pais sobre a importância do professor valorizado para a qualidade do ensino”, afirma.

Nova assembleia está prevista para o dia 15 de abril, terça-feira,  na sede do Sinpro, às 18h30 (rua Jaime Gomes, 198, Floresta – BH).

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Pauta de reivindicações dos professores

  • Aumento real: INPC + 3% de aumento real + PIB

O reajuste pela inflação é o mínimo para recompor o poder de compra dos salários, somente com aumento real o salário dos professores pode atingir um patamar mais digno. E as escolas têm condições de atender essa reivindicação. De 2009 a outubro de 2013, o aumento das mensalidades escolares foi mais que o dobro da inflação medida pelo IPCA, que, acumulada, ficou em 29,96%, enquanto os reajustes médios das escolas particulares acumularam 66,84%, conforme dados divulgados no Jornal O Tempo (27/11/13).Conforme levantamento elaborado pelo Sinpro Minas, com base na pesquisa feita pelo Jornal o Tempo, pode-se concluir que as escolas ganharam com a diferença entre as mensalidades e os salários um total de 20,13%, índice que aponta quanto os salários ficaram defasados em relação ao valor que deveriam ter hoje.

Ainda, se for considerada a relação adotada por lei (Lei 8170 de 17/01/1991), que permitia às escolas reajustarem suas mensalidades em 70% do índice aplicado sobre os salários e 30% do INPC, o reajuste salarial deveria ter sido 72,5% no período de 2009 a 2013 para possibilitar 66,84% nas mensalidades. Neste caso, a defasagem salarial seria de 24,21%, em relação ao reajuste praticado nas mensalidades entre 2009 a 2013.

  • Piso: Equiparar o piso da Educação Básica e unificar o piso da Educação Superior (BH/Interior)

Anteriormente não havia distinção entre os pisos salariais da categoria. Hoje, os profissionais na educação infantil recebem por hora-aula um piso inferior ao que se paga por uma hora de estacionamento. É, portanto, urgente a recuperação do salário desse segmento. Também não há justificativa para a distinção dos pisos salariais de professores que trabalham no interior do estado, afinal a exigência de qualificação e as tarefas são as mesmas.

  • Jornada: Elevar o adicional extraclasse de 20% para 1/3 da jornada

As atividades dos docentes aumentaram significativamente, com correção e elaboração de provas, atividades extraclasse e para a internet, preparação de aulas e material de recuperação, lançamento de notas no diário virtual, enfim, uma grande quantidade de tarefas (muitas delas antes efetuadas pelos auxiliares) que consomem inclusive finais de semana e afetam a saúde dos professores.

  • Carreira: Alterar o adicional de quinquênio para triênio

Nos planos de carreira, normalmente a progressão acontece a cada três anos. Dessa forma, antecipar o adicional que é de 5% a cada cinco anos para triênio representa maior valorização  dos professores.

  • Formação: Formação continuada; Adicional de 10% para especialização, 15% para mestrado e 20% para doutorado

O investimento na formação contínua tem uma relação direta com a satisfação dos docentes e com a qualidade da educação. O aumento dos adicionais representa reconhecimento e incentivo para que os professores se qualifiquem cada vez mais.

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