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Barão de Itararé lança guia para candidatos que defendem democratização da mídia

13 de agosto de 2018

O Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé preparou uma plataforma para fortalecer a luta e esclarecer candidatos às eleições de outubro sobre a importância de romper a concentração e o monopólio das empresas de comunicação do país, dando espaço para as mídias independentes e populares. O documento aponta as principais pautas pela democratização da mídia como a necessidade de estabelecer um novo marco legal para as comunicações no Brasil, investimentos em estrutura para as novas tecnologias de informação e o combate à concentração econômica.

A secretária-geral do Barão de Itararé, Renata Mielli, explica que o debate sobre o tema nas eleições é importante para combater os monopólios privados dos meios de comunicação. “Nossa plataforma fala sobre como financiar esses veículos e como produzir políticas que façam valer o papel do Estado como promotor de diversidade e pluralidade informativa”, diz.

Para a diretora de formação do Barão, Ana Flavia Marx, a plataforma mostra que a mídia alternativa também pode elaborar políticas públicas, com o objetivo de ampliar as fontes de informação e promover a diversidade de opinião na sociedade. “Levantar o aspecto da comunicação na educação, fazer que espaços públicos ociosos sejam também espaços para fazer comunicação, enfim, arejar e oxigenar o sistema de comunicação são alguns dos pontos abordados no documento”, afirma.

A plataforma é composta por 23 itens que, segundo seus organizadores, além de estimular a produção alternativa de informação com credibilidade, mostra como podem ser feitos os investimentos em infraestrutura e instrumentos de distribuição de conteúdos.

Para o diretor de estudos e pesquisa da entidade, Laurindo Leal Filho, o Lalo, o candidato que tomar frente do debate terá uma vantagem, pois desde a Constituição de 1988 nenhum governo transformou a democratização da mídia em lei. “Esperamos que os candidatos assumam o compromisso de romper com esse atraso, que está prestes a se tornar secular no Brasil, em comparação a outros países que tem regulações quase centenárias.”

Fonte: Rede Brasil Atual

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