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Campanha Salarial 2009 – Não vamos deixar que acabem com a nossa dignidade

15 de junho de 2009

A nossa data-base é todo primeiro de fevereiro. É nesse mês que as nossas condições de trabalho são debatidas e acordadas. Nesse ano de 2009, apesar de todo esforço do Sinpro Minas, a direção do Sinepe/Sudeste não concordou em assinar a Convenção Coletiva, com a recomposição salarial da inflação do período (6,43%). Trabalhamos arduamente e cumprimos com nossas obrigações, contudo, não há o reconhecimento do nosso trabalho e a nossa dedicação não é valorizada nem pelos donos de escolas, nem pelo sindicato patronal.Estamos todos os dias nas salas de aula e sabemos que há turmas enormes e que a exigência e a cobrança de trabalho são gigantescas. Somos obrigados a trabalhar aos sábados, muitas vezes nos submetendo a situações vexatórias como ficar em bilheteria de festa junina, participar de reuniões sem objetivo de caráter verdadeiramente educacional e sem qualquer remuneração. Além disso, somos submetidos a um ciclo interminável de abusos, cobranças, exigências e ameaças de todos os tipos. No entanto, os donos de escolas particulares e o sindicato patronal querem nos impor um arrocho salarial absurdo: propõem apenas 3% como antecipação a partir de maio.O Sinpro Minas, com a finalidade de esclarecer a população o que acontece na rede particular de ensino, realiza uma campanha publicitária, denunciando a toda a sociedade que a escola particular trata a educação como mercadoria. As escolas particulares tentam passar uma imagem de instituição comprometida com a Educação, mas não valorizam os seus profissionais, por isso, estaremos permanentemente com esta campanha nas ruas.Os professores que sustentam a qualidade da educação não são tratados como verdadeiros cidadãos pelos donos de escolas. Em alguns casos, chega-se ao absurdo do professor encontrar bilhetes junto ao relógio de ponto, ameaçando que qualquer tentativa de luta por melhores condições de trabalho será transformada em demissão. Isso, na realidade, nada mais é do que assédio moral.Esse é o cenário que temos de enfrentar. Não se trata, portanto, de crise financeira, mas de uma tentativa política de retirar direitos legítimos dos Professores. O que, não conseguirão, pois se esquecem da história de quase 80 anos do Sinpro Minas e de nossas inúmeras lutas e vitórias.Com a proposta de antecipação de minguados 3% sobre os salários de maio (não retroativos a fevereiro), os Professores de educação infantil e de 1ª a 4ª séries receberão em 2009, um reajuste de R$0,25 na sua hora-aula. Não é momento para nos omitirmos, nem tampouco para fugir do combate. É necessário lutar, mesmo diante das ameaças e do assedio moral que tentam fazer. Nós precisamos, neste momento, de “sonhar juntos, pois sonho que se sonha só é só um sonho, mas sonho que se sonha junto se transforma em realidade”.

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