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Cineclube apresenta filmes sobre a ditadura militar em dezembro

1 de dezembro de 2008

A programação do Cineclube Joaquim Pedro de Andrade do último mês do ano terá a ditadura militar como foco. Confira abaixo a programação completa e participe!

Cineclube Joaquim Pedro de AndradeRua Tupinambás, 179 – 14º andarCentro – Belo Horizonte/MGEntrada franca – Informações: 3115-3000

Programação do mês de dezembroDitadura militar

  • Dia 2 – Terça-feira – 19 horas15 filhosDireção: Maria Oliveira, Marta Nehring  – Brasil, 1996 – 20 minutosO vídeo relembra os horrores cometidos durante a ditadura militar, quando milhares de pessoas, contrárias ao regime, morreram ou desapareceram sem deixar pistas. A narrativa cabe aos filhos dos presos políticos, que contam traumas nunca superados. Entre os relatos, alguns fatos são comuns: a incerteza quanto ao nome verdadeiro dos pais; o mundo dividido entre o bem e o mal; o período em que passaram presos; e a impossibilidade de compartilhar os acontecimentos com os demais membros da família.
  • Arquivos imperfeitosDireção: Sávio Leite – Minas Gerais, 2006 – 10 minutosOs que jogaram bombas jamais foram pegos, como até hoje não foram responsabilizados os que torturaram, mataram e fizeram desaparecer opositores políticos da ditadura militar. Helena Greco, em Minas Gerais, tornou-se o símbolo da luta pela anistia. Dava guarita a perseguidos políticos, organizava reuniões, fazia plantão em portas de delegacias e, desafiando o SNI embarcou para Roma, representando o Brasil no Congresso Mundial de Anistia. Aos 90 anos já não lembra de muitas coisas. Já não fala tanto. Ao menos já não fala com as palavras, porém seus olhos seguem dizendo.

    Debatedora: Heloisa Greco (Bizoca) – Professora de História e coordenadora do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.

     

  • Dia 9 – Terça-feira – 19 horasQue bom te ver vivaDireção: Lúcia Murat – Brasil, 1989 – 100 minutosO filme aborda a tortura durante o período de ditadura no Brasil, mostrando como suas vítimas sobreviveram e como encaram aqueles anos de violência duas décadas depois. Que bom te ver viva mistura os delírios e fantasias de uma personagem anônima, interpretada pela atriz Irene Ravache, alinhavados aos depoimentos de oito ex-presas políticas brasileiras que viveram situações de tortura. Mais do que descrever e enumerar sevícias, o filme mostra o preço que essas mulheres pagaram, e ainda pagam, por terem sobrevivido lúcidas à experiência de tortura.

    Debatedora: Gilse Cosenza – Assistente Social e dirigente do PCdoB. Torturada durante o regime militar lutou pela Anistia; participou do Centro Popular da Mulher, Comissão dos Anistiados Políticos (Cebrapaz) e da UBM (União Brasileira de Mulheres). 

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