Notícias

Com novos cortes de Bolsonaro, verba para pesquisa e bolsas acaba em julho

Por Revista Fórum

Reportagem de Renato Grandelle, no jornal O Globo desta terça-feira (02), aponta que o novo corte orçamentário do governo Jair Bolsonaro (PSL) no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) fará com que, no mês de julho, acabe o dinheiro que paga a produção científica brasileira e, necessariamente, as bolsas de estudo para pesquisadores. Há risco de que intercambistas tenham que voltar ao País.

No início do ano, o orçamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) já era defasado em R$ 300 milhões – o que deixariam descobertos “apenas” os três últimos meses de 2019.
Com o agravamento do quadro, a partir de decreto que contingenciou 42,2% das verbas do MCTIC, comandado pelo astronauta Marcos Pontes, ficam sob ameaça pesquisas estratégicas, como o desenvolvimento de remédios para o enfrentamento de epidemias e tecnologias para aumentar a segurança de barragens, segundo o presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Luiz Davidovich.

É dele também a previsão de que alunos de pós-graduação tenham que interromper seus estudos “porque precisam de recursos para sobreviver” e da necessidade de volta de bolsistas no exterior.

O valor das bolsas do CNPq – que financia 11 mil projetos – para mestrandos é de R$ 1.500,00 mensais. Para alunos de doutorado, de R$ 2.200,00.

Carta de seis entidades científicas aponta ainda o contingenciamento de 80% dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, que financia inovação e estrutura para pesquisas na área.

Evaldo Ferreira Vilela, presidente do Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap), não vê disposição da área do governo para “resolver a conta”. Para ele, a área da Saúde deve ser a mais afetada.

Já o novo presidente do CNPq, João Luiz Azevedo, reconhece a falta de informações do governo sobre o impacto dos cortes – até mesmo em razão da viagem do ministro Marcos Pontes a Israel – e admite que as dificuldades ultrapassagem as barreiras orçamentárias.

De 2012 para cá, o número de funcionários do órgão despencou de 700 para 415, dos quais 45 estão cedidos para outras áreas do governo e 74, aptos à aposentadoria.

COMENTÁRIO

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Categorias

Artigo
Ciência
COVID-19
Cultura
Direitos
Educação
Entrevista
Geral
Mundo
Opinião
Política
Programa Extra-Classe
Publicações
Rádio Sinpro Minas
Saúde
Sinpro em Movimento
Trabalho

Regionais

Barbacena
Cataguases
Coronel Fabriciano
Divinópolis
Governador Valadares
Montes Claros
Paracatu
Patos de Minas
Poços de Caldas
Ponte Nova
Pouso Alegre
Sete Lagoas
Teófilo Otoni
Uberaba
Uberlândia
Varginha