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Contee presta solidariedade à deputada Jandira Feghali

8 de maio de 2015

A Contee se junta às demais entidades que lutam por um país democrático e sem violência no repúdio à agressão sofrida na última quarta-feira (6) pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ). Jandira foi agredida fisicamente pelo deputado Roberto Freire (PPS-SP), que a agarrou pelo braço, e, logo depois, ameaçada verbalmente pelo deputado Alberto Fraga (DEM-DF), que incitou a violência de gênero ao afirmar que “Mulher que participa da política e bate como homem deve apanhar como homem!”.

A Contee tem entre seus princípios o combate à discriminação de gênero e todos os outros tipos de discriminação e considera ser esse um dos papéis essenciais da educação. A Confederação luta também, diariamente, pela emancipação feminina e a conquista das mulheres nos espaços de representação. Por isso, a entidade não pode tolerar os atos de machismo e violência que têm sido praticados contras as mulheres no Congresso Nacional. Assim, a Confederação também presta sua solidariedade e apoio à deputada Jandira Feghali e cobra justiça para todas as mulheres. #LuteComoMulher.

Leia abaixo a nota divulgada pelas entidades:

Mais uma vez a Câmara dos Deputados é palco de agressões machistas e incitação à violência contra mulheres. Ontem, durante a votação das MP’s 664 e 665 à Deputado Federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) foi agredida fisicamente pelo Deputado Federal Roberto Freire (PPS-SP) que a agarrou pelo braço. Em seguida agredida e ameaçada verbalmente pelo Deputado Alberto Fragra (DEM-DF) apoiando e incitando a violência contra a mulher afirmou: ” Mulher que participa da política e bate como homem, deve apanhar como homem!”. Fragra, que apoia a violência contra a mulher é o mesmo que defende arduamente a Redução da Maioridade Penal.

É inadmissível que a violência contra a mulher e o machismo sejam reproduzidos no espaço que deveria combatê-los. A cada 15 segundos uma mulher é agredida no Brasil, uma em cada quatro brasileiras é vítima de violência doméstica. A violência sofrida por Jandira é a mesma que atinge várias brasileiras dentro das suas casas, na rua, dentro do transporte público, no trabalho. Os elevados índices de violência contra a mulher envergonham nosso país. Estamos entre os 7 países que mais matam no mulheres no mundo!

As mulheres são maioria do eleitorado. Mas, ainda estão sub-representadas, sendo menos de 10% do Congresso Nacional. Apenas 51 mulheres foram eleitas para a Câmara dos Deputados de um total de 413 Deputados. Deputada Jandira Feghali está entre elas. Foi relatora da Lei Maria da Penha, é mãe de dois filhos e a única mulher líder de um partido na Câmara dos Deputados.

As recorrentes cenas de machismo, retrocesso de direitos como a Redução da Maioridade Penal e a aprovação do PL 4330, é fruto do Congresso Nacional mais conservador desde 1964. E, só reafirma a necessidade imediata de uma Reforma Política Democrática que crie condições e amplie a participação política das mulheres. O parlamento é majoritariamente hetero, branco e masculino, um ambiente hostil para as mulheres que lutam contra toda forma de opressão e em defesa da democracia. Ontem, a vítima foi a Deputada Maria do Rosário, hoje Deputada Jandira Feghali, antes delas outras. Até quando dentro e fora do parlamento as mulheres continuarão a mercê do machismo? A violência contra a mulher não é o Brasil que a gente quer!

Toda solidariedade a Deputada Jandira Feghali, que nos orgulha com sua luta incansável pelos direitos das mulheres, da juventude, dos trabalhadores e em defesa de um Brasil democrático, soberano e desenvolvido. “Não pense, Deputado Alberto Fragra que firmeza, coragem e destemor são características masculinas, são características das mulheres. Desde a dor do parto até a luta política concreta!” Afirmou, Jandira. A força de Jandira nos encoraja à seguir lutando!

Os movimentos sociais exigem justiça, a violência contra a mulher não pode ficar impune!

Machistas não passarão!

#LuteComoMulher
#ReformaPolíticaJá

União Brasileira de Mulheres (UBM)
União da Juventude Socialista (UJS)
marcha Mundial das Mulheres (MMM)
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)
Central Única dos Trabalhadores (CUT)
União de Negros pela Liberdade (Unegro)
União Nacional dos Estudantes (UNE)
União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES)
Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG)
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
Barão de Itararé São Paulo
Fora do Eixo
Levante Popular da Juventude

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