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Direção do Sinpro discute atuação e conjuntura

O Sinpro Minas promoveu nesta terça-feira, 16, reunião geral de sua diretoria, contando com a presença de representantes de todas as regiões do estado e da capital. Durante o evento, foram feitos relatos e discussões sobre a atuação e negociações trabalhistas realizadas por nossa entidade no ano passado e neste ano, após o encontro ser aberto com uma palestra do diretor de Relações Internacionais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nivaldo Santana, de São Paulo.

Nivaldo abordou a difícil conjuntura política vivida hoje pelo país, notadamente após a eleição de Jair Bolsonaro para a presidência da República, e também as perspectivas para a classe trabalhadora neste ambiente conturbado.

Ele observou que o governo Bolsonaro é um ponto fora da curva, “por radicalizar tudo o que há de ruim na política brasileira”, sustentado por três pilares básicos: núcleo familiar (os filhos), núcleo ideológico (com o astrólogo Olavo de Carvalho) e o núcleo militar, acentuando que “nem na ditadura militar houve tantos militares no governo”. Mas lembrou que este núcleo está abalado devido às demissões já ocorridas. “No conjunto, o governo perdeu terreno, mas o núcleo familiar se fortaleceu”.

Nivaldo lembrou que um terço da população apoia o governo Bolsonaro, um terço faz oposição e um outro terço é formado por indecisos. “Precisamos conquistar uma maioria, para preservar direitos, explorar contradições. Nenhum presidente perdeu tanto em índice de popularidade em tão pouco tempo, em seis meses. Isso significa que a oposição tem se recuperado e tem capacidade de mobilização. As críticas ao gov. Bolsonaro só tem aumentado e, hoje, o fiel da balança no Congresso é o Centrão”, acentuou Nivaldo.

Ele lembrou ainda que a economia não está crescendo e encontra-se abalada com a recessão no governo Bolsonaro. “E o preço disso tudo é a indústira recuando, o setor de serviços quebrando, e um gigantesco desemprego. Temos que manter a unidade, a agenda e tentar desidratar a reforma da previdência, reduzir os danos, lutar até os 45 minutos do segundo tempo, com o retorno da votação à Câmara e no Senado”, disse.

Lembrou ainda que a União Nacional dos Estudantes (UNE) marcou pra 13 de agosto um dia nacional de luta pela Educação. “Temos que lutar pela retomada do desenvolvimento, contra a privatização, contra o desemprego crônico (13 milhões de trabalhadores desempregados) e que só cresce. Hoje há mais de 4 milhões de trabalhadores de aplicativos sem direitos. A Uber é a maior empregadora no país. São trabalhadores sem nenhuma perspectiva. Querem acabar até com o BNDES”, acrescentou.

“Temos que defender o movimento sindical que o governo Bolsonaro quer acabar. Vários sindicatos já fecharam as portas e só funcionam nas redes sociais. As centrais sindicais estão em crise. Caducou a Medida Provisória que exigia o boleto das mensalidades, mas outras atitudes contrárias às organização dos trabalhadores continuam, como a ‘liberdade econômica’. Ou seja,o trabalhador poderá trabalhar aos domingos, sem CIPA, sem convenção coletiva e sem direitos”, destacou.

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