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Diretoria do Sinpro Minas participa de reunião da CTB nacional

Nesta quarta-feira (4/7), a diretoria do Sinpro Minas participou da reunião mensal da CTB Nacional para analisar a conjuntura política nacional e internacional e as perspectivas para os trabalhadores em geral.

A reunião, feita por meio de vídeo-conferência, discutiu a proposta do governo Bolsonaro de permitir a pluralidade sindical. No total, representantes de entidades sindicais de 16 estados participaram da discussão.

De acordo com a presidenta da CTB Minas e do Sinpro, Valéria Morato, “em tempos de ofensiva ao movimento sindical, que organiza os trabalhadores e trabalhadoras na resistência contra os retrocessos, é importante utilizar esse instrumento tecnológico para nos fortalecer e discutir os problemas regionais e brasileiros”.

Segundo o secretário de Relações Internacionais da CTB, Nivaldo Santana, os trabalhadores e sindicatos estão na mira do governo Bolsonaro. Ele destacou que, desde que assumiu o governo, Bolsonaro e sua equipe têm tomado medidas para precarizar as condições de trabalho e vida dos brasileiros.

“Logo no primeiro dia do seu governo, ele extinguiu o Ministério do Trabalho, que existia desde 1930. Em seguida, apresentou a reforma da Previdência. A bola da vez, agora, é pulverizar a organização sindical. Estes retrocessos anulam ou diminuem as notáveis conquistas da Constituição de 1988, em especial no capítulo dos direitos sociais. A artilharia pesada do governo, neste momento, mira o artigo 8º da Constituição, que, entre outros pontos, contempla o princípio da unicidade sindical, garante ao sindicato a defesa dos direitos dos trabalhadores, a participação obrigatória nas negociações coletivas do trabalho, a contribuição sindical e veda a dispensa do dirigente sindical”, frisou Nivaldo Santana.

De acordo com ele, o fim da unicidade sindical é mais uma das medidas para favorecer o capital e reduzir o custo da força de trabalho. “Tudo isso em um país que convive com trabalho precário, subemprego, absurdas taxas de desemprego e salários cada vez mais aviltados”, afirmou.

Segundo ele, somente a mobilização de toda a sociedade, por meio de uma frente ampla, pode barrar os recentes retrocessos em curso no país. “Precisamos mobilizar o conjunto da sociedade e deixar claro que não aceitaremos que retirem dos brasileiros o direito a uma vida digna, nas mais diferentes frentes, como educação, saúde, meio ambiente, moradia, emprego, igualdade de gênero e racial, entre outras”.

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