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Donos de escolas voltam a defender retirada de direitos em audiência no TRT

9 de julho de 2026

O Sinpro Minas participou, nessa quarta-feira (8/7), da primeira audiência de mediação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), para discutir com o sindicato patronal uma proposta de acordo da campanha reivindicatória dos professores de Belo Horizonte e região (CCT MG).

Os donos de escolas, representados pelo Sinepe MG, voltaram a defender a retirada de direitos, como o fim da isonomia salarial e da indenização por redução da carga horária, a redução do valor de verbas indenizatórias, entre outras propostas que precarizam as condições de vida e trabalho da categoria.

Em função disso, não houve acordo, e o desembargador que conduziu a audiência sugeriu que os sindicatos voltassem a se reunir, antes da próxima mediação no Tribunal, que foi agendada para 7 de agosto.

“Os professores já ressaltaram que não vão aceitar retrocessos. Em todas as assembleias que fizemos, isso ficou bem evidente. Exigimos valorização, mas os donos de escolas querem ampliar seus ganhos, sacrificando direitos, salários e condições de trabalho de quem constrói a educação todos os dias. Isso é um absurdo, que não iremos permitir”, destacou Valéria Morato, presidenta do Sinpro Minas.

A audiência ocorreu porque o Sinpro Minas, por decisão da categoria, ajuizou na Justiça o dissídio coletivo, diante da intransigência dos donos de escolas, que se recusam a fechar um acordo que valorize o trabalho docente.

O dissídio é um instrumento jurídico, utilizado quando as negociações chegam a um impasse. Nesse caso, a Justiça analisa o conflito e decide sobre questões como salários e condições de trabalho, definindo as regras da Convenção.

Durante a audiência, o Sinpro Minas reiterou que, enquanto a negociação prossegue, continua valendo os direitos previstos na atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT MG) da categoria.

“Os professores e professoras já enfrentam uma rotina muito difícil, marcada por salários defasados, jornadas exaustivas e excesso de atividades e cobranças. Não podemos aceitar mais retrocessos nem retirada de direitos conquistados com muita luta. Vamos mostrar mais uma vez, na campanha deste ano, que a categoria permanece forte e unida”, ressaltou Valéria Morato.

 

 

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